A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência. O pedido é citado no primeiro vídeo de uma série publicada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na noite deste domingo (6/9).
A produção, feita pela equipe do parlamentar, terá sete capítulos. O episódio inicial recebeu o nome de O Ronaldinho dos negócios e apresenta informações sobre a trajetória e o currículo do empresário. Nikolas também afirma que Lulinha mora em um condomínio de luxo na Espanha, perto de jogadores de futebol, enquanto é alvo de três inquéritos da Polícia Federal.
A investigação mais recente foi autorizada em 30 de julho pelo ministro André Mendonça. A PF apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção passiva no Ministério da Saúde, com possível favorecimento ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O caso também envolve a possível venda, sem licitação, de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Conforme a PF, o negócio poderia chegar a R$ 626 milhões. Uma minuta de contrato foi enviada pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que era chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lava Jato e reação política
No vídeo, Nikolas relembra que uma investigação contra Lulinha na Operação Lava Jato foi arquivada em 2022. O parlamentar declarou: “O que houve foi a não utilização de provas e o arquivamento”. Ele afirmou ainda que os próximos capítulos vão apresentar “outros personagens” relacionados ao caso.
No sábado (5/9), Nikolas disse, por meio da assessoria, que adversários políticos haviam acionado a Justiça Eleitoral depois do anúncio da série. A divulgação ocorreu após a circulação de áudios em que o deputado pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio motivou pedidos de investigação e de cassação do mandato por parlamentares da oposição.
A defesa de Lulinha afirma que o empresário sofre perseguição por ser filho do chefe do Executivo.








