SÃO PAULO — Sete estados têm cenários considerados consolidados para que a eleição ao governo seja definida no primeiro turno, em 4 de outubro: Roraima, Amapá, Piauí, Paraíba, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
A avaliação considera pesquisas da Quaest e do Datafolha nas quais o líder supera, fora da margem de erro, a soma dos demais candidatos. Em São Paulo, levantamento do Datafolha de 24 de setembro apontou Tarcísio de Freitas com 50% das intenções de voto, contra 30% de Fernando Haddad. Em Santa Catarina, Jorginho Mello aparece com vantagem ainda maior. Em Roraima, Arthur Henrique lidera.
A aprovação dos governadores que buscam a reeleição e a consolidação de polarizações locais antes do início oficial da campanha estão entre os fatores associados às vantagens. São Paulo, Santa Catarina e Piauí aparecem entre os estados em que os atuais gestores têm índices expressivos de aprovação.
Disputas ainda abertas
Bahia, Alagoas, Ceará e Pernambuco formam um grupo em que o primeiro turno também pode definir a eleição, mas com maior incerteza. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues tem 47%, contra 43% de ACM Neto, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira. A margem de erro é de dois pontos.
Em Pernambuco, Raquel Lyra e João Campos estão próximos. No Ceará, Ciro Gomes e Elmano de Freitas concentram praticamente toda a votação. Em Alagoas, a disputa envolve JHC e Renan Filho. A redução do número de candidatos e o eventual voto útil podem influenciar a reta final nessas corridas.
Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso aparecem com cenário mais encaminhado para o segundo turno. Em Minas Gerais, pesquisa de 21 de setembro registrou Cleitinho com 35%, Patrus Ananias com 19%, e Alexandre Kalil e Mateus Simões com 10% cada. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes tinha 36%, contra 23% de Douglas Ruas. Esses estados ainda mantêm a possibilidade de nova votação.








