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Testemunhas de Jeová deixam decisões sobre sangue nas mãos dos fiéis
Brasil

Testemunhas de Jeová deixam decisões sobre sangue nas mãos dos fiéis

A denominação mantém a recusa ao sangue total, mas passou a tratar componentes sanguíneos e o próprio sangue como escolhas individuais.

Comissões formadas por voluntários ajudam a viabilizar tratamentos médicos sem transfusão entre as Testemunhas de Jeová. As Comissões de Ligação com Hospitais (COLIH) dialogam com equipes médicas sobre alternativas como a recuperação intraoperatória de células e o uso de expansores sintéticos de volume.

A mudança nas orientações da denominação não alterou a recusa às transfusões de sangue total, que continua baseada em motivos religiosos. A liderança passou a considerar uma decisão pessoal o recebimento ou a doação de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. O mesmo vale para o uso do sangue do próprio paciente em cirurgias e tratamentos.

Decisões individuais

Boletins divulgados pela organização afirmam que cada cristão deve decidir sobre essas situações de acordo com a própria consciência. A justificativa é a orientação bíblica para que os fiéis não “ir além das coisas que estão escritas”, entendida pela direção como um limite para a criação de regras sobre assuntos que não aparecem nas Escrituras.

A denominação também usa Gálatas 6:5 para sustentar a autonomia individual. O trecho afirma que “cada um levará a sua própria carga”.

Base religiosa da recusa

As Testemunhas de Jeová interpretam o mandamento de “abster-se de sangue” como uma ordem divina. Para cerca de 1 milhão de fiéis no Brasil e 9 milhões no mundo, o sangue simboliza a vida concedida por Deus.

A orientação é apoiada em três passagens bíblicas. Em Gênesis 9:4, a carne não deve ser consumida com sua vida, associada ao sangue. Levítico 17:14 afirma que a vida de qualquer criatura está no sangue e proíbe seu consumo. Já Atos 15:28-29 orienta os cristãos a se absterem de sangue, de animais estrangulados, de alimentos sacrificados a ídolos e de imoralidade sexual.

Para a organização, a proibição alcança a introdução do sangue no corpo por via oral ou intravenosa. A explicação compara a regra à recomendação médica de evitar álcool, que impediria tanto beber quanto receber a substância por aplicação intravenosa.

A postura religiosa também incentivou técnicas de gestão do sangue do próprio paciente e cirurgias sem transfusão.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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