A eleição de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2018, ocorreu em um cenário marcado pela facada sofrida por ele em Juiz de Fora e pela prisão de Lula em Curitiba. Naquele período, Lula estava condenado pelo juiz Sérgio Moro, que meses depois assumiu o Ministério da Justiça do novo governo.
Até o final de agosto, Lula liderava as pesquisas de intenção de voto enquanto estava em uma cela de 15 metros quadrados da Polícia Federal. Fernando Haddad foi escolhido para substituí-lo e teve 26 dias de campanha no primeiro turno. No segundo turno, alcançou 44,87% dos votos válidos.
Desde a primeira eleição de Lula à Presidência, em 2002, o antipetismo não havia derrotado o petismo em condições consideradas normais. A exceção anterior foi a vitória de Fernando Collor sobre Lula, em 1989, na primeira eleição presidencial por voto popular após a volta do poder aos civis. Naquele momento, o PT ainda não tinha completado 10 anos.
Collor sofreu impeachment sob acusação de corrupção, e seu vice, Itamar Franco, assumiu a Presidência. As eleições de 1994 e 1998 ocorreram sob influência do Plano Real, associado à estabilidade da inflação e à valorização da moeda.
Lula voltou a ser eleito em 2006, apesar do escândalo do Mensalão do PT. Dilma Rousseff venceu as eleições de 2010 e 2014, mas deixou a Presidência em 2016. O processo de impeachment foi associado, no debate político, às chamadas pedaladas fiscais. Na época, o senador Romero Jucá defendeu um “grande acordo nacional” para “estancar a sangria” da Operação Lava Jato, “com o Supremo, com tudo”. Michel Temer assumiu o cargo.
Em 2022, o chamado arco democrático, descrito no texto como a direita que se considera civilizada, ajudou Lula a derrotar Bolsonaro. Agora, com a proximidade de uma nova eleição, a avaliação apresentada é que esse grupo teria de apoiá-lo outra vez, diante da falta de uma candidatura de terceira via competitiva. A alternativa mencionada é Flávio, apresentado como uma cópia do pai.








