O Tribunal Superior Eleitoral recebeu 333 ações apresentadas pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro desde o início da campanha oficial, na metade de agosto. O levantamento foi realizado pela analista de política Julliana Lopes.
Lula e seus aliados protocolaram 164 ações contra Flávio Bolsonaro. Do outro lado, Flávio e seus aliados moveram 169 ações contra Lula. Para Julliana, a diferença indica equilíbrio no confronto entre os candidatos do PT e do PL.
Os processos tratam principalmente de pedidos de direito de resposta, remoção de publicações em redes sociais, questionamentos sobre vídeos e denúncias de propaganda irregular. Também aparecem em volume expressivo conteúdos considerados falsos ou desinformativos.
Julliana citou as postagens relacionadas à Nossa Senhora Aparecida como exemplo da disputa. O tema avançou ao Supremo Tribunal Federal.
Comparação com 2022
O número de ações é maior que o registrado nas eleições de 2022. Segundo a analista, a média diária representa oito ações por dia a mais do que naquele pleito, quando Lula enfrentou Jair Bolsonaro.
A quantidade de processos tem sobrecarregado o TSE e deixado as respostas mais lentas. O levantamento considera apenas as ações ligadas aos dois principais candidatos. As milhares de ações envolvendo outros concorrentes, inclusive de outras disputas além da Presidência da República, ficaram fora da conta.
Julliana afirmou que o ritmo das decisões pode não acompanhar as expectativas das campanhas. Algumas deliberações, segundo ela, podem sair somente depois do encerramento do período eleitoral.








