SÃO PAULO — A Prefeitura de São Paulo e o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) apresentam interpretações diferentes sobre a liberação da Avenida Paulista para uma caminhada do Partido dos Trabalhadores (PT) com Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad.
O requerimento do TRE-SP enviado ao prefeito Ricardo Nunes pede a liberação total da via no domingo (4/10), sem eventos, para o andamento das eleições. Já a gestão municipal afirma que a avenida deve permanecer desimpedida em tempo integral nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro.
Proibição anunciada
A caminhada está marcada para sábado (3/10), a partir das 10h. De acordo com a Prefeitura, nenhum evento poderá ocorrer na Paulista nos dias 3 e 4 de outubro, nem nos dias 24 e 25, relacionados ao segundo turno do pleito. A administração também vetou a montagem de carreta de som e palco no endereço.
A justificativa apresentada é uma determinação do TRE-SP. No entanto, a publicação no Diário Oficial, conforme o texto divulgado, menciona apenas os domingos do primeiro e do segundo turno das eleições.
Trajeto previsto
O PT afirma que participou de uma reunião na qual a subprefeitura assinou uma ata autorizando o uso da avenida no sábado. O percurso teria início na esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo, seguiria pela Rua Augusta e terminaria na Praça Roosevelt, com palco e carro de som.
A Prefeitura declarou que a medida busca evitar a obstrução do acesso e da circulação de servidores, equipamentos, mesários, apoios logísticos e eleitores nos dias de votação e em suas vésperas.
Além da caminhada, a administração municipal rejeitou um pedido do PT para a realização de um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) durante a apuração do primeiro turno.








