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Protestos cobram segurança após novos casos de estupro na Índia
Foto: Sajjad Hussain/Afp
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Protestos cobram segurança após novos casos de estupro na Índia

Centenas de estudantes protestaram em Nova Délhi contra a violência sexual e as restrições impostas às mulheres em universidades.

Centenas de estudantes, principalmente mulheres, protestaram em Nova Délhi após uma sequência de casos de estupro registrados nas últimas semanas. As manifestações cobram mais segurança e respostas das autoridades e das instituições de ensino contra a violência sexual.

Entre os casos está o suposto estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um parque público próximo à Universidade de Délhi. As autoridades afirmam que três homens teriam fingido ser policiais antes de atacar a jovem. Em outro episódio, uma adolescente de 17 anos foi estuprada e morta em Swaroop Nagar. O corpo foi localizado dias depois em um terreno isolado. Também houve registros, em setembro, de abuso sexual contra meninas de 6 e 11 anos.

A Suprema Corte da Índia declarou nesta semana que as cinco acusações recentes de estupro apontam para uma “falha sistemática”. O tribunal também comparou a situação ao caso Nirbhaya, ocorrido em 2012. Na ocasião, uma jovem de 23 anos foi atacada sexualmente por um grupo dentro de um ônibus em Nova Délhi e morreu por causa dos ferimentos. O crime desencadeou protestos em massa e fez o governo endurecer as leis contra crimes sexuais.

Críticas às medidas adotadas

Manifestantes dizem que a insegurança continua presente na rotina das mulheres na capital indiana. A estimativa é de que uma mulher seja estuprada na Índia a cada 20 minutos, embora a subnotificação possa esconder uma dimensão maior do problema.

A reação após os crimes também é alvo de críticas. Mulheres foram orientadas a evitar parques durante a noite, e uma faculdade feminina suspendeu temporariamente as aulas. Estudantes contestam ainda os horários rígidos para mulheres em alojamentos universitários, por entenderem que essas regras transferem para as vítimas a responsabilidade de evitar ataques.

“Quando a sociedade dirá aos homens do nosso país para não estuprarem?”, questionou Vaishnavi Dhruw, estudante de história da Universidade de Délhi, de 21 anos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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