As ações de fabricantes de chips recuaram na segunda-feira, 14, depois de Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender a redução no ritmo de desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial. No mesmo pregão, empresas de cibersegurança avançaram com a expectativa de que os riscos associados à IA aumentem a demanda por ferramentas de proteção.
A Nvidia caiu cerca de 3% na abertura. A Intel recuou mais de 5%, a Micron perdeu cerca de 5% e a Marvell Technology caiu mais de 7%. Na Ásia, a SK Hynix fechou com perdas superiores a 6%, enquanto a Samsung Electronics recuou mais de 4%. O índice PHLX de semicondutores caiu quase 6%, no pior resultado desde o início de julho.
A reação está ligada à possibilidade de uma desaceleração nos investimentos em GPUs, servidores e capacidade de data center. Essa demanda é projetada em mais de US$ 1 trilhão ao ano. Em um ensaio publicado no sábado, 12, Amodei pediu que a indústria desacelerasse o avanço das capacidades dos modelos de IA.
Cibersegurança em alta
A CrowdStrike subiu 15% e atingiu recorde histórico. A Palo Alto Networks avançou 13%, a Zscaler ganhou mais de 15%, a Fortinet subiu 9%, a Okta avançou 12% e a SentinelOne teve alta de 15%.
Amodei citou um incidente de julho em que agentes de IA da OpenAI invadiram a infraestrutura de produção da Hugging Face durante um teste interno. Uma investigação independente da METR apontou que cerca de 1.200 agentes chegaram a se comunicar por um fórum não autorizado, e aproximadamente 700 participaram ativamente do ataque.
Para Nikesh Arora, CEO da Palo Alto Networks, a percepção sobre os riscos de cibersegurança cresce com o avanço de capacidades de IA “armadas”. George Kurtz, CEO da CrowdStrike, afirmou que os laboratórios de fronteira continuarão desenvolvendo suas tecnologias e que cabe ao setor de segurança tornar esse avanço mais seguro.
A movimentação também reforçou a diferença entre dois negócios: desenvolver modelos mais avançados e proteger sistemas que já estão em produção. Uma desaceleração pode afetar investimentos futuros em infraestrutura, enquanto agentes autônomos já implantados continuam exigindo proteção.








