As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (24), pressionadas pela alta do petróleo e dos juros globais. O movimento refletiu a avaliação de que o choque de energia pode prolongar o aperto monetário. Investidores também acompanharam com cautela o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.
Lisboa foi a exceção entre os principais mercados. O PSI 20 avançou 0,54%, para 9.684,67 pontos, sustentado por ações do setor de energia. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,24%, a 10.679,99 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,61%, para 25.255,92 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,52%, a 8.081,43 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB baixou 0,85%, a 51.543,45 pontos. O Ibex 35, de Madri, cedeu 0,28%, para 19.578,20 pontos. As cotações são preliminares.
Na Alemanha, o índice Ifo de confiança empresarial subiu pelo quinto mês seguido e chegou a 89,9 pontos em setembro, o maior nível desde maio de 2023. O ING avaliou que o resultado reforça sinais de resiliência da maior economia europeia.
Juros e ações
Suíça e Suécia mantiveram suas taxas de juros, enquanto a Noruega elevou a taxa para 4,50%. No Reino Unido, Clare Lombardelli, vice-presidente do Banco da Inglaterra, afirmou que a justificativa para um novo aperto monetário aumenta quanto mais persistir a alta da energia.
As ações de empresas petrolíferas ficaram entre os poucos destaques positivos, acompanhando a valorização do Brent. O setor subiu quase 1%. Em Londres, Shell avançou 1,6% e BP ganhou 2,4%. Em Madri, Repsol subiu 2,7%; em Lisboa, Galp avançou 2,8%.
Em Paris, a LVMH oscilou e terminou com alta de 0,2% após a família Arnault anunciar uma reorganização das holdings para consolidar o controle do grupo. Em Frankfurt, BMW caiu 1,6% e Rheinmetall recuou 3,2%, enquanto outras ações industriais perderam 0,3%.








