São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Dólar ganha força com alta dos juros longos nos Estados Unidos
Economia

Dólar ganha força com alta dos juros longos nos Estados Unidos

Rendimento do Treasury de 10 anos voltou a 5%, enquanto dados econômicos ampliaram a expectativa de juros elevados por mais tempo.

O dólar voltou a se fortalecer diante de outras moedas após a divulgação de dados econômicos considerados robustos nos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de 10 anos retornou a 5%, maior nível desde 2007, aumentando a pressão sobre os mercados globais.

Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, apontou três fatores para o movimento. O primeiro foi um leilão de títulos públicos norte-americanos com demanda abaixo do esperado. Na avaliação dele, os investidores passaram a exigir uma remuneração maior para comprar papéis, principalmente os de longo prazo, levando em conta o nível de endividamento dos Estados Unidos e os indicadores econômicos.

O mercado de trabalho também surpreendeu. Foram criadas 162 mil vagas, enquanto a expectativa era de aproximadamente 60 mil. O resultado superou em mais de duas vezes a previsão.

Outro fator citado foi a valorização do petróleo, que atingiu 105 dólares e aumentou as pressões inflacionárias. Harbich também afirmou que os índices de PMI industrial e de serviços ficaram bem acima do esperado, quase 60 pontos. Para ele, os dados indicam que a taxa de juros deve continuar mais alta por mais tempo.

A Bolsa de Chicago elevou de cerca de 50% para 74% a probabilidade de aumento dos juros na próxima reunião. Harbich projeta duas altas adicionais de 0,25 ponto percentual, uma em outubro e outra em dezembro.

Efeitos no Brasil

Para o especialista, o câmbio brasileiro deve ter oscilação limitada. Ele citou o nível do petróleo como um fator favorável ao país, por ser um grande exportador da commodity, além do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Na avaliação de Harbich, se o Federal Reserve mantiver aumentos graduais de 0,25 ponto percentual, o Banco Central brasileiro poderá fazer mais um corte de 0,25 ponto percentual ainda no ano.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5