Warren Buffett deixará a presidência do conselho de administração da Berkshire Hathaway aos 96 anos. A mudança tem efeito imediato, e o investidor passará a ser presidente emérito, mantendo uma cadeira no conselho da companhia.
Howard Buffett, filho de Warren, assumirá o comando do conselho conforme o plano de sucessão da Berkshire. Susan Decker continuará como principal diretora independente. Greg Abel seguirá responsável pela operação da empresa, enquanto Howard Buffett ficará encarregado de preservar a cultura construída pelo pai.
Em carta aos acionistas, Warren Buffett afirmou: “O tempo sempre vence”. Ele também disse que suas expectativas para Abel eram “extremamente altas desde o início” e que o sucessor as superou.
Transição na companhia
Abel, de 64 anos, assumiu o cargo de CEO pouco mais de nove meses antes da saída de Buffett do conselho. A transferência da função executiva havia sido anunciada na reunião anual da Berkshire, em maio de 2025. Buffett deixou de ser CEO, mas continuou na presidência do conselho até o anúncio desta sexta-feira, 18.
Mesmo fora da função executiva, o investidor continuou envolvido nas atividades da companhia. Ele ainda comparecia diariamente ao escritório da Berkshire, em Omaha, Nebraska, e era consultado com frequência. Buffett também participou da reunião anual da empresa em maio.
Em junho, a Berkshire comprou US$ 10 bilhões em ações da Alphabet, controladora do Google. O investimento, revelado em julho, tornou a empresa a terceira maior posição da carteira de ações do conglomerado, atrás de Apple e American Express. Buffett também informou que havia quebrado a perna semanas antes e estava se recuperando.
Buffett assumiu o controle da Berkshire aos 34 anos, quando a empresa era uma fábrica têxtil em dificuldades. Ao longo das seis décadas seguintes, transformou o negócio em um conglomerado financeiro e industrial com quase 400 mil funcionários.
No ano passado, a companhia registrou lucro operacional de US$ 44,5 bilhões. Durante a gestão de Buffett, os acionistas tiveram retorno anual composto de 19,7%, quase o dobro do desempenho do índice S&P 500.
Em 2026, as ações da Berkshire acumulam alta de 1%, ante avanço de mais de 11% do S&P 500. A empresa tem US$ 365,5 bilhões em caixa e ampliou as recompras de ações para US$ 4,5 bilhões no segundo trimestre.
Na carta, Buffett afirmou que a Berkshire está em boas mãos e disse esperar continuar como acionista.








