PINDORAMA — A Indústrias Colombo afirma que seus equipamentos são usados na colheita de 99% do amendoim produzido no Brasil. Com sede no interior de São Paulo, a empresa faturou 601 milhões de reais em 2025, alta de 13% sobre o ano anterior, e planeja mais que dobrar de tamanho até 2031.
O grupo emprega mais de 1.200 pessoas, mantém quatro fábricas em São Paulo e tem operações nos Estados Unidos e na Argentina. Seus produtos são vendidos em mais de 60 países. Para 2026, a projeção é de crescimento de 5%.
“Hoje, 99% do amendoim no Brasil é colhido com máquinas nossas”, afirma Leonildo Colombo Neto, COO da companhia e integrante da terceira geração da família no negócio.
Máquinas e transmissões
A história da empresa começou há 53 anos, quando os fundadores, que eram produtores rurais, criaram uma máquina para mecanizar uma etapa da colheita do amendoim. O equipamento, inicialmente desenvolvido para uso próprio, chamou a atenção de outros produtores e deu origem à Miac, marca de máquinas e implementos agrícolas do grupo.
A fabricação das máquinas levou a Colombo a produzir também cardans e caixas de transmissão, componentes que transferem a força do trator para diferentes partes dos equipamentos. Essa atividade passou a atender outras fabricantes e hoje é comercializada pela marca Aemco.
As transmissões representam cerca de 30% do faturamento do grupo. As máquinas agrícolas respondem pelos outros 70%. Segundo Leonildo Colombo Neto, cerca de 70% dos implementos fabricados no Brasil utilizam alguma transmissão produzida pela companhia.
Além do amendoim, a Colombo atua em café, feijão e outras culturas. A empresa também é líder no recolhimento de café e prepara, para 2026, uma máquina voltada à colheita da pimenta-do-reino.
Expansão e sucessão
A estratégia de crescimento é buscar culturas com etapas ainda dependentes de mão de obra ou com problemas não resolvidos pelos equipamentos disponíveis. A área de pesquisa e desenvolvimento reúne mais de 60 pessoas, e a engenharia acompanha produtores no campo para ajustar os produtos.
A empresa mantém parcerias com universidades no Brasil, nos Estados Unidos e na Argentina. Também pretende ampliar as exportações e vender mais componentes para fabricantes de máquinas agrícolas. A Argentina está entre os mercados considerados para o fornecimento de transmissões.
A Colombo começou ainda a produzir categorias de peças que dependiam de importação no Brasil, como redutores planetários usados, entre outras aplicações, em equipamentos para mistura de ração animal.
O plano de expansão ocorre durante a transição entre gerações. Leonildo Colombo Neto está há 11 anos no grupo e assumiu a diretoria de operações há três anos. O pai dele, Luiz Colombo, é o presidente. Os demais diretores não pertencem à família.
A companhia criou conselho, acordo de acionistas e protocolo familiar para definir os limites entre propriedade e gestão. A expectativa é manter aproximadamente a divisão atual da receita, com 70% em máquinas e 30% em transmissões, enquanto novos produtos e mercados sustentam o crescimento até 2031.








