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Executivos divergem sobre ritmo da IA, e chips sofrem pressão nos mercados
Economia

Executivos divergem sobre ritmo da IA, e chips sofrem pressão nos mercados

Dario Amodei defendeu mais cautela, enquanto Donald Trump rejeitou a desaceleração e priorizou a disputa tecnológica com a China.

O debate sobre os riscos do avanço da inteligência artificial ganhou força neste fim de semana, após Dario Amodei, cofundador e diretor-executivo da Anthropic, pedir que as empresas reduzam o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. O apelo recebeu apoio de Sam Altman, da OpenAI, e de Elon Musk, da xAI, mas foi rejeitado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Amodei defendeu que as empresas priorizem a prevenção de riscos e adotem avaliações independentes de terceiros. A Anthropic afirmou que continuará desenvolvendo modelos com salvaguardas, testes agressivos e divulgação de resultados para evitar falhas de segurança.

Alertas sobre os riscos

Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic e da OpenAI, disse que profissionais do setor estão assustados com a velocidade dos avanços. Ele apoiou a desaceleração, mas afirmou que qualquer medida deveria ser coordenada com a China para evitar uma corrida internacional.

Coxon avaliou que um enxame de bots capaz de dominar a internet poderia se tornar realista em seis meses a um ano. Segundo ele, alguns profissionais temem que os riscos se concretizem nos próximos dois anos e chegaram a cogitar a compra de terrenos isolados.

O cientista Evan Hubinger afirmou que a chance de a IA matar todos os seres humanos pode superar 10% na próxima década. Geoffrey Hinton, vencedor do Prêmio Nobel e chamado de pai da IA, considerou essa probabilidade possível. Marc Warner, da Faculty, disse ser extremamente difícil estabelecer uma estimativa exata.

A Anthropic afirmou que a IA trará benefícios e riscos sem precedentes. Coxon também declarou manter otimismo sobre aplicações da tecnologia, incluindo avanços no combate a doenças.

Trump rejeita desaceleração

Durante uma visita à Irlanda neste domingo, 13, Trump classificou os defensores da desaceleração como forças negativas. “Acho que há muitas forças negativas levantando essa questão quando não deveriam”, declarou a jornalistas.

Na sexta-feira, 11, ao deixar Dallas, o presidente disse não estar preocupado com a possibilidade de a IA levar à extinção da humanidade. Ele afirmou que os Estados Unidos precisam vencer a corrida tecnológica e que o país lidera a China por um período que estimou em um ano.

Reação nos mercados

Os apelos por cautela pressionaram ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à cadeia de suprimentos da IA. Analistas avaliam que o impacto deve ser mais forte no curto prazo, enquanto os investimentos em infraestrutura de computação continuam firmes.

O Nasdaq 100 acumula queda superior a 4% desde o recorde de junho. Um indicador de ações de semicondutores nos Estados Unidos recuou 14%, e papéis de tecnologia asiáticos caíram quase 8%. No mesmo período, o S&P 500 e o índice MSCI de ações globais subiram cerca de 0,6%. Os contratos futuros da SK Hynix chegaram a cair 2,5% neste domingo, 13.

Para Charu Chanana, da Saxo Markets, a pressão por segurança pode estimular investimentos em cibersegurança e em ferramentas de monitoramento de IA. Gary Tan, da Allspring Global Investments, classificou a pressão como de curto prazo, enquanto Billy Leung, da Global X Management, disse que uma desaceleração poderia dar tempo para as empresas monetizarem a infraestrutura já construída.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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