As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) de longo prazo fecharam a sexta-feira (18) em leve queda, apesar da alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior. O movimento ganhou força após as 13h, depois de uma manhã de avanço dos juros futuros no Brasil.
A taxa do DI para janeiro de 2028 ficou em 13,62%, praticamente estável em relação ao ajuste de 13,617% da sessão anterior. Para janeiro de 2035, o juro terminou em 14,145%, uma queda de 5 pontos-base ante 14,196%.
A taxa mais longa chegou a 14,255%, alta de 6 pontos-base, às 9h41. Durante a tarde, recuou até 14,135%, baixa de 6 pontos-base em alguns momentos. Um operador ouvido na apuração avaliou que houve certo “exagero” na alta dos prêmios pela manhã, levando parte dos investidores a realizar lucros e vender taxa à tarde.
Eleições e cenário internacional
Os negócios também foram influenciados pelo noticiário eleitoral. A pesquisa Datafolha mostrou estabilidade na disputa pelo segundo turno: Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Os percentuais repetem os da semana anterior, com empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Na quinta-feira, as taxas haviam caído após pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indicar leve fortalecimento de Flávio Bolsonaro na disputa com Lula. Levantamentos favoráveis ao senador nas últimas semanas vinham sustentando o chamado “trade eleitoral”, associado à alta do Ibovespa e à queda do dólar e dos DIs.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos subia 6 pontos-base, para 5,004%, às 16h31. Investidores elevaram ligeiramente as apostas de novo aumento de juros pelo Federal Reserve em outubro. O Banco do Japão anunciou aumento da taxa para 1,25%, o maior nível em 32 anos.
O petróleo Brent caía 1,67%, para US$103,07 o barril, no mesmo horário. Na véspera, o governo havia anunciado reajuste do Bolsa Família, com impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões este ano e US$ 22 bilhões no próximo.








