Ronaldo Caiado afirma que pretende reduzir a taxa Selic de 14% para 7% ao ano caso seja eleito presidente. A promessa está vinculada a um plano econômico que começaria em 5 de janeiro, mas a própria equipe do candidato prevê um percurso mais longo até os juros projetados.
O coordenador do programa, Roberto Brant, estima que uma PEC de emergência fiscal possa vigorar por até três anos. A proposta teria como objetivos conter o avanço das despesas obrigatórias e estabilizar a trajetória da dívida pública.
Diferença entre promessa e plano
A estratégia apresentada por Brant prevê equilíbrio das contas no primeiro ano e superávits crescentes, até alcançar 1,5% do PIB. Nesse processo, o coordenador considera possível levar a Selic para uma faixa entre 8% e 7%.
Caiado, no entanto, trata o percentual de 7% como uma garantia, e não apenas como uma meta. “Eu garanto à população brasileira”, afirmou neste domingo, 6.
O candidato associa a queda dos juros a um choque de confiança provocado pelas medidas fiscais. A definição da Selic, porém, cabe desde 2021 a um Banco Central com autonomia formal. O presidente da República pode influenciar as condições fiscais que afetam as decisões do Copom, mas não determina diretamente a taxa básica.
Distância das projeções
O cenário utilizado pelo Banco Central em seu relatório de junho indicava mediana do mercado de 12% para a Selic no fim de 2027 e de 10,25% no fim de 2028. A previsão de Caiado fica abaixo dos dois números.
O candidato já havia mencionado uma taxa de 6% em declarações anteriores. Agora, elevou o alvo para 7%, mantendo a afirmação de que conseguiria assegurar esse resultado.








