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Copom reduz Selic para 13,75% e condiciona próximos cortes ao cenário
Economia

Copom reduz Selic para 13,75% e condiciona próximos cortes ao cenário

Decisão unânime representa o quinto corte seguido, mas o Banco Central aponta riscos elevados de alta da inflação.

O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16), levando a Selic para 13,75%. A decisão foi unânime e representa o quinto corte consecutivo desde março.

O Banco Central afirmou que a redução é compatível com a convergência da inflação para o redor da meta. O colegiado também declarou que a política monetária deve contribuir para suavizar as oscilações da atividade econômica e estimular o pleno emprego, sem deixar de priorizar a estabilidade de preços.

A autoridade monetária não garantiu a continuidade dos cortes. O ritmo da política dependerá da evolução do cenário e de novas informações. O Copom classificou como significativo o aumento da incerteza e apontou riscos elevados em torno das projeções atuais.

Riscos para a inflação

O balanço de riscos foi mantido com maior peso para fatores que podem pressionar os preços. Entre eles estão a desancoragem das expectativas de inflação por período mais longo, a resistência da inflação de serviços e os efeitos de políticas econômicas externas e internas.

O Banco Central também citou a possibilidade de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada e de estímulos ao consumo que levem a atividade econômica a crescer acima do potencial. Os choques de oferta associados à guerra do Oriente Médio e ao El Niño aparecem entre os fatores considerados nas previsões de inflação.

No sentido contrário, uma desaceleração mais forte da atividade doméstica, um enfraquecimento global provocado pelos efeitos da guerra e pela maior incerteza, além da queda nos preços das commodities, poderiam contribuir para a redução da inflação.

Sinais de desaceleração

Estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam perda de força da economia. No segundo trimestre de 2026, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,5% em relação aos três meses anteriores, abaixo da alta de 1,1% registrada entre janeiro e março.

O consumo das famílias recuou 0,4% no período. No mercado de trabalho, dados do Ministério do Trabalho apontaram enfraquecimento nas contratações formais, com julho registrando o pior resultado para o mês desde a pandemia.

A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional chegou a 4,9% em julho, novo recorde da série histórica do Banco Central. Enquanto isso, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou deflação de 0,32% em agosto, depois de alta de 0,07% no mês anterior.

Analistas consultados no Boletim Focus projetam que o corte desta reunião será o último do ano. As previsões indicam retomada da flexibilização no ano que vem, com a Selic encerrando 2027 em 12%.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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