SÃO PAULO — Ricardo de Aquino Salles, 51, é candidato ao Senado por São Paulo pelo Novo nas eleições de 2026. Advogado, ele nasceu na capital paulista em 8 de junho de 1975 e ocupa o cargo de deputado federal pelo estado desde 2023. Seu registro de candidatura foi deferido pela Justiça Eleitoral, e ele concorre com o número 300.
Salles declarou R$ 9,05 milhões em bens, incluindo uma casa em São Paulo, um imóvel rural no interior paulista e outro imóvel rural em Portugal.
Trajetória política
A atuação de Salles na política começou antes da chegada a cargos públicos. Em 2006, ele fundou o Movimento Endireita Brasil, grupo voltado à organização de setores da direita, e disputou uma vaga de deputado federal pelo então PFL em São Paulo. Não foi eleito. Em 2010, candidatou-se a deputado estadual pelo DEM e também não conseguiu se eleger.
Em 2012, esteve entre os autores de um pedido de impeachment contra Dias Toffoli, então ministro do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa não avançou.
A primeira função pública veio em 2013, como secretário particular de Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Salles permaneceu no cargo até 2014 e voltou ao governo paulista em 2016, como secretário do Meio Ambiente. A função foi exercida até 2017.
Ministério do Meio Ambiente
Salles ganhou projeção nacional em 2019, quando foi escolhido por Jair Bolsonaro para comandar o Ministério do Meio Ambiente. Ele deixou o cargo em junho de 2021.
Durante a gestão, defendeu medidas de desburocratização e entrou em conflito com setores ligados à política ambiental. Em uma reunião ministerial realizada em abril de 2020, afirmou que era preciso “ir passando a boiada e simplificando normas” enquanto a atenção da imprensa estava concentrada na pandemia de Covid-19. A declaração foi associada ao debate sobre a flexibilização de regras ambientais e deu origem a uma investigação.
O caso foi reaberto anos depois e passou a integrar uma ação penal com acusações de facilitação de contrabando de produtos florestais, advocacia administrativa e obstrução da fiscalização ambiental. As acusações são analisadas pela Justiça e não representam condenação.
Na gestão de Salles, também houve mudanças na governança do Fundo Amazônia e interrupção de novos projetos. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal determinou medidas para reativar o mecanismo e considerou inconstitucionais os atos que impediram a continuidade dos financiamentos.
O ex-ministro ainda foi investigado pela Polícia Federal na Operação Handroanthus, que apurou a comercialização de madeira extraída ilegalmente da Amazônia. O Supremo instaurou inquérito por suspeitas de advocacia administrativa, dificuldade à fiscalização ambiental e embaraço de investigação. Depois da saída de Salles do ministério, o caso deixou o tribunal.
Enquanto presidia o Conama, o conselho aprovou a revogação de normas de proteção para áreas como manguezais e restingas. O Supremo suspendeu as alterações e manteve o restabelecimento das regras.








