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Estudo aponta vulnerabilidade de sete modelos de IA à desinformação
Economia

Estudo aponta vulnerabilidade de sete modelos de IA à desinformação

Pesquisa da Universidade do Arizona indica que os sistemas podem repetir informações falsas em conversas longas.

Sete modelos de inteligência artificial analisados por pesquisadores da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, reproduziram desinformação em conversas longas. O estudo investigou limitações que podem não aparecer em interações rápidas e avaliou quais sistemas são mais vulneráveis, persuasíveis e capazes de corrigir respostas.

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, da Nature, examinou o GPT-3.5, o GPT-4o e o GPT-4o mini, da OpenAI; o Claude 3.5 Sonnet, da Anthropic; o Gemini 1.5 Pro, do Google; o Llama-3-70B, da Meta; e o DeepSeek-R1, da DeepSeek.

Diferenças entre os modelos

O GPT-3.5 apresentou a maior tendência de repetir afirmações incorretas quando era exposto várias vezes a declarações falsas. O Claude 3.5 Sonnet teve o menor nível de vulnerabilidade nesse teste.

O DeepSeek foi o modelo mais influenciado por perguntas argumentativas. Em algumas situações, respondeu com sarcasmo, o que levou os pesquisadores a afirmar que as respostas não eram confiáveis para interpretação.

Na etapa de correção, GPT-4o, GPT-4o mini, Gemini 1.5 Pro e DeepSeek R1 corrigiram os erros em 100% das situações nas quais receberam uma nova chance de responder à mesma pergunta.

Para Marvin Slepian, autor sênior da pesquisa e professor titular de medicina e engenharia biomédica da Universidade do Arizona, os resultados mostram os riscos de confiar na inteligência artificial sem verificação. “As pessoas estão reconhecendo que a responsabilidade agora recai sobre os usuários”, afirmou.

Os autores disseram que conversas extensas são mais próximas das interações do mundo real, porque cada resposta depende do que foi dito anteriormente. O estudo também relacionou os resultados a problemas já observados nesses sistemas, como a criação de respostas sem base em dados reais e a tendência de concordar com os usuários.

Riscos e diagnóstico

O autor principal alertou que essas limitações podem gerar preocupações de segurança, especialmente com a adoção dos sistemas em ambientes de alto risco. Slepian chamou as falhas de “patologias” e afirmou que elas permanecem há anos sem correção.

Ele também criticou a falta de transparência de modelos fechados, como ChatGPT e Claude, que não disponibilizam seus dados de forma aberta. Para investigar essas falhas, Slepian e sua equipe criaram ferramentas próprias de diagnóstico.

A pesquisa foi realizada em meio à expansão da inteligência artificial e ao reconhecimento dos limites da tecnologia. Slepian disse que utiliza IA com sua equipe e que compreender como os sistemas falham é necessário para identificar e prevenir problemas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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