O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, devem se reunir no domingo (20) para negociar inteligência artificial, tarifas e minerais críticos. O encontro antecede a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para esta semana em Washington.
As conversas serão realizadas na sede do JP Morgan Chase em Manhattan, com a participação de Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. A reunião deve começar por volta das 11h30 no horário de Brasília e durar o dia todo.
Entre os temas está a trégua comercial entre os dois países, com vencimento previsto para 10 de novembro. Também serão discutidos o fluxo de ímãs de terras raras e minerais críticos chineses e possíveis medidas de proteção para sistemas de inteligência artificial.
Um alto funcionário norte-americano afirmou na sexta-feira (18) que o desempenho da China no fornecimento de minerais críticos “não tem sido satisfatório”. Bessent disse esperar discussões sobre modelos de IA de peso aberto e fechado. Ele também defendeu mecanismos para evitar que sistemas poderosos sejam usados por atores não estatais mal-intencionados.
A expectativa apontada por analistas é de que os dois governos anunciem medidas pontuais para evitar uma nova escalada. Anna Ashton, fundadora da Ashton Intelligence, afirmou que pode haver resultados concretos, mas que não espera um avanço significativo.
Tarifas e investimentos
Os dois países também discutem a redução de tarifas sobre bens não estratégicos por meio do chamado “Conselho de Comércio”. Em maio, a China prometeu elevar em US$ 17 bilhões por ano as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos e adquirir mais de 200 aeronaves da Boeing.
A trégua de novembro de 2025, alcançada em Busan, na Coreia do Sul, limitou a cerca de 20% as tarifas norte-americanas sobre produtos chineses. Depois, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou tarifas impostas por Trump com base em uma lei de emergências nacionais.
O governo norte-americano está reconstruindo parte dessas medidas, incluindo uma tarifa de 12,5% sobre produtos chineses por alegações de trabalho forçado. O Ministério do Comércio da China informou no sábado (19) que He liderará uma delegação de empresas chinesas em consultas econômicas e comerciais nos Estados Unidos.








