São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
FCC autoriza participação estrangeira de até 49,5% na fusão Paramount-Warner
Economia

FCC autoriza participação estrangeira de até 49,5% na fusão Paramount-Warner

A decisão envolve fundos soberanos, mas a operação de US$ 111 bilhões ainda enfrenta uma ação antitruste nos Estados Unidos.

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) autorizou a possibilidade de investidores estrangeiros deterem até 49,5% do capital da companhia que resultaria da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 18, mas não libera a conclusão do negócio.

A autorização abrange fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi. A FCC considerou que não haverá controle estrangeiro sobre as emissoras porque esses investidores não terão ações com direito a voto. A família Ellison e a RedBird Capital Partners terão 100% dos papéis com direito a voto da empresa resultante, segundo a Paramount.

A Paramount controla 28 emissoras de televisão nos Estados Unidos e, por isso, precisava da aprovação da FCC para receber uma participação estrangeira superior a 25%. O pedido permitia que os investidores chegassem a 49,5% da participação acionária após a compra da Warner. Também havia a previsão de que essa fatia pudesse alcançar 100% no futuro, caso fossem necessários novos aportes. Para que esses investidores recebessem ações com direito a voto, seria exigida uma nova autorização.

Disputa judicial nos Estados Unidos

Avaliada em US$ 111 bilhões, a fusão continua sob análise judicial em uma ação antitruste movida pela Califórnia e outros 11 estados. O julgamento está marcado para 2 de março de 2027 e deve durar 12 dias. A empresa concordou em adiar a conclusão da operação até junho de 2027.

As autoridades estaduais questionam os efeitos da união sobre a concorrência nos mercados de filmes e televisão. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, acompanha a contestação. Conforme as alegações do processo, a companhia combinada controlaria 27% do mercado de filmes com amplo lançamento nos cinemas e mais de 30% dos blockbusters.

Com a operação, quatro empresas concentrariam mais de 90% desse mercado: a nova Paramount-Warner, Walt Disney, Universal e Sony Pictures Entertainment. Críticos dizem que a concentração poderia diminuir a concorrência e a produção de conteúdo.

A operação também provocou reação entre profissionais de Hollywood. Em abril, mais de 1.000 atores, diretores, roteiristas e outros trabalhadores assinaram uma carta contra a aquisição, citando riscos de concentração e a possibilidade de haver menos filmes, empregos e opções para criadores e público.

A Paramount afirma que a combinação aumentaria a escala e os recursos para competir, investir e inovar. A empresa também se comprometeu a lançar nos cinemas pelo menos 30 longas-metragens por ano, manter o licenciamento de conteúdos e conservar marcas sob liderança criativa independente.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5