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Google prevê piora nas buscas europeias após novas regras da UE
Foto: REUTERS/Carlos Jasso
Economia

Google prevê piora nas buscas europeias após novas regras da UE

A empresa diz que as mudanças exigidas pela União Europeia favorecem sites de comparação e podem elevar custos para empresas.

O Google alterou nesta terça-feira (8) os resultados de busca online na Europa para cumprir exigências antitruste da União Europeia. A empresa afirma que a mudança pode reduzir a qualidade do serviço, prejudicar a experiência dos usuários e aumentar os custos para empresas europeias.

A companhia disse que as novas regras favorecem sites de comparação de preços, como Expedia e Booking.com, ligados a setores como hotéis, companhias aéreas e restaurantes. Esses serviços terão mais destaque que empresas exibidas apenas com link, telefone e endereço.

O Google afirmou que as mudanças representam a maior redução na qualidade de seu mecanismo de busca em seus 29 anos de história. A empresa também declarou que alterações anteriores para atender à Lei dos Mercados Digitais provocaram queda de 30% no tráfego de reservas diretas e gratuitas para empresas europeias.

A nova configuração terá um serviço de busca especializado no topo da página, seguido por outros dois, com menos detalhes. Abaixo, aparecerá um carrossel de hotéis, companhias aéreas e restaurantes. Recursos como preços em tempo real serão retirados, e a ordem dos resultados será definida pelo algoritmo do Google.

“Para cumprir os requisitos da DMA, estamos fazendo mudanças significativas na Busca na Europa”, afirmou Nick Fox, vice-presidente sênior de conhecimento e informação do Google.

Multa e prazo

A empresa foi multada em 460 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) em julho por favorecer serviços próprios em buscas nas áreas de compras, hotéis, transporte e esportes. A Comissão Europeia deu ao Google 60 dias para cumprir a legislação, sob risco de multas periódicas de até 5% do volume de negócios mundial total.

O Google afirmou ter testado as alterações com milhões de usuários na Europa. Segundo a empresa, houve insatisfação porque as pessoas precisaram digitar novamente as consultas para encontrar o que procuravam. Usuários fora da União Europeia não serão afetados.

Ao longo de quase duas décadas, o Google acumulou 10,38 bilhões de euros (R$ 61,8 bilhões) em multas antitruste da União Europeia. As punições foram criticadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou abrir uma investigação sobre o “roubo” de empresas americanas pelo bloco.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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