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Ibovespa sobe 2,63% antes do primeiro turno das eleições
Economia

Ibovespa sobe 2,63% antes do primeiro turno das eleições

Índice encerra o pregão aos 192.114,55 pontos, enquanto investidores ajustam posições diante do cenário eleitoral e de dados dos Estados Unidos.

O Ibovespa subiu 2,63% nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, e fechou aos 192.114,55 pontos. O índice oscilou entre 186.144,24 e 192.118,70 pontos e terminou praticamente na máxima do dia, na maior pontuação de fechamento desde 22 de abril, quando encerrou aos 192.889 pontos.

A alta acumulada na semana chegou a 4,71%, com volume financeiro de R$ 31,2 bilhões. Das 76 ações que compõem o índice, 70 fecharam em alta, três ficaram estáveis e três recuaram: Minerva, Copasa e Fleury, com baixas de 0,51%, 0,80% e 1,05%, respectivamente.

O movimento ocorreu no último pregão antes do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 4. Analistas relacionaram a recuperação da tarde ao posicionamento de investidores diante do cenário eleitoral. Segundo avaliações citadas no mercado, parte dos agentes montou posições compradas apostando que Flávio Bolsonaro terá desempenho melhor do que o indicado pelas pesquisas recentes.

Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, afirmou que o pregão teve forte volatilidade. Ele associou a alta inicial à divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado, e disse que o mercado passou por realização de lucros antes de voltar a subir durante a tarde.

Lucas Xavier, sócio da AW Capital, classificou a sessão como o último dia para montar posições relacionadas ao resultado do primeiro turno. Ele afirmou que os investidores retomaram a exposição a ações diante da expectativa por resultados positivos para candidatos considerados pró-mercado.

Ações e dólar

Petrobras, Vale e os bancos terminaram no campo positivo. A Petrobras também foi influenciada pela recuperação dos preços internacionais do petróleo e pela informação de uma nova descoberta na Margem Equatorial.

A Hapvida subiu 8,46%, pelo segundo pregão seguido, em meio à informação não confirmada pela companhia sobre uma possível operação de sale-leaseback de imóveis hospitalares. Na outra ponta, Copasa, Minerva, Magazine Luiza e Fleury ficaram entre as principais quedas. O Fleury recuou após anunciar a aquisição de mais um laboratório na região de São Paulo.

O dólar à vista caiu 0,08%, para R$ 5,216, depois de oscilar entre R$ 5,196 e R$ 5,239. Na semana, a moeda acumulou alta de 0,67%. Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, fatores externos favoráveis foram limitados pela cautela doméstica antes da eleição.

A economia dos Estados Unidos criou 29 mil vagas em setembro, abaixo das 133 mil abertas em agosto e das 85 mil esperadas. A taxa de desemprego passou de 4,1% para 4,2%. Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries recuaram e as bolsas de Nova York avançaram: o S&P 500 subiu 0,7%, o Nasdaq ganhou 1,16% e o Dow Jones avançou 0,37%.

O Goldman Sachs avaliou que a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro é polarizada e que as pesquisas indicam um provável segundo turno. O banco afirmou que Lula aparece à frente em muitos levantamentos do primeiro turno por pequena margem e que a disputa seguinte tende a ser apertada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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