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Confiança para investir na indústria cai ao menor nível desde agosto de 2020
Foto: Linha de montagem de automóveis em Camaçari, na Bahia (Antonio Milena/.)
Economia

Confiança para investir na indústria cai ao menor nível desde agosto de 2020

Indicador da CNI recuou pelo quarto mês seguido, enquanto produção industrial teve o pior agosto desde 2015.

A intenção de investimento dos empresários industriais caiu 1,3 ponto em setembro e chegou a 51,3 pontos, o menor nível desde agosto de 2020, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador recuou pelo quarto mês consecutivo e acumula queda de 3,5 pontos desde maio.

A expectativa para a demanda por produtos diminuiu 1,4 ponto, para 51,2 pontos. A previsão de compras de insumos e matérias-primas caiu 0,8 ponto, para 50,4 pontos. Os dois indicadores continuam acima de 50 pontos, mas apontam uma expansão menor nos próximos seis meses do que a projetada em agosto.

Já as perspectivas para a quantidade exportada e para o número de empregados ficaram abaixo de 50 pontos. O primeiro indicador caiu 0,6 ponto, para 48,9 pontos, e o segundo recuou 0,2 ponto, para 49,2 pontos. Os resultados sinalizam expectativa de queda nesses componentes.

Produção e emprego

O índice de evolução da produção industrial caiu 4,7 pontos em agosto, para 46,3 pontos. Com o resultado, o indicador passou a apontar redução em relação a julho. De acordo com a CNI, foi o pior desempenho para um mês de agosto desde 2015. Nos últimos 11 anos, o índice ficou abaixo de 50 pontos em agosto apenas em 2025 e 2026.

A entidade relacionou o resultado à perda contínua de demanda por bens industriais e ao aumento das incertezas internas e externas. A proximidade das eleições também foi citada por Azevedo como fator de imprevisibilidade, capaz de aumentar a cautela das empresas em decisões sobre investimento, produção e contratação.

Em agosto, a capacidade instalada utilizada pelas empresas ficou em 69%, após queda de 1 ponto percentual, e terminou 2 pontos abaixo da média histórica para o mês. O índice de evolução do emprego recuou 0,4 ponto ante julho, para 48,2 pontos.

Os estoques de produtos finais também diminuíram. O indicador de evolução dos estoques caiu 1,5 ponto, para 49,5 pontos, enquanto a relação entre estoque efetivo e planejado avançou 0,2 ponto, para 50,4 pontos.

A pesquisa ouviu 1.403 empresas entre 1º e 11 de setembro. Eram 587 pequenas, 487 médias e 329 grandes.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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