A Confederação Nacional da Indústria (CNI) propõe um regime de financiamento baseado na combinação de diferentes instrumentos para ampliar os investimentos em infraestrutura. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (15).
A entidade afirma que os aportes precisam chegar a 4,65% do PIB por pelo menos duas décadas. O patamar é apontado como necessário para enfrentar deficiências em transportes, mobilidade urbana e saneamento básico e aproximar o Brasil dos padrões internacionais.
Em 2024, foram aplicados R$ 267 bilhões no setor, o equivalente a 2,27% do PIB. Sete em cada dez reais vieram do setor privado.
Mais crédito e projetos estruturados
A CNI avalia que nenhuma fonte consegue atender sozinha às necessidades de infraestrutura do país. A proposta prevê ampliar a participação privada e criar condições econômicas e institucionais que ofereçam segurança aos investidores.
Entre as medidas indicadas estão a estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir incertezas e o custo do capital, e o fortalecimento do mercado de capitais. O estudo também defende maior presença de investidores institucionais e de instrumentos de longo prazo.
A expansão do crédito privado e do project finance aparece como outro ponto do modelo. A ideia é usar estruturas que distribuam os riscos de maneira mais eficiente.
O regime também depende de uma carteira maior de projetos bem estruturados, com reforço do planejamento e da preparação de concessões e parcerias. Nesse processo, a CNI cita a atuação do BNDES e da Caixa.
Papel das instituições públicas
O estudo mantém a relevância do BNDES e das demais instituições públicas de desenvolvimento. Para a CNI, essas instituições devem ajudar a reduzir riscos, estruturar e viabilizar projetos e aumentar a capacidade de atrair recursos privados de longo prazo.
A entidade também aponta a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras. Esses elementos, segundo a CNI, precisam atuar de forma integrada para permitir a mobilização dos recursos na escala necessária.








