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Infraestrutura de IA pode receber mais de US$ 31 trilhões até 2050
Economia

Infraestrutura de IA pode receber mais de US$ 31 trilhões até 2050

Estudo projeta avanço dos investimentos em data centers, com os Estados Unidos concentrando quase metade do total.

O investimento mundial em infraestrutura de inteligência artificial pode superar US$ 31 trilhões até 2050, segundo projeção da PwC. O estudo estima uma faixa entre US$ 22 trilhões e quase US$ 50 trilhões, conforme fatores como o comércio de chips e as políticas nacionais de soberania em IA.

A análise, elaborada pela Oxford Economics a pedido da PwC, considera 46 países e territórios distribuídos em cinco regiões. O gasto anual de capital com data centers deve passar de cerca de US$ 800 bilhões neste ano para US$ 1,8 trilhão por ano até 2050.

Os Estados Unidos devem concentrar 48% do investimento global, o equivalente a US$ 15,1 trilhões. O país reúne empresas de modelos de IA, hyperscalers e companhias especializadas no setor, além de ocupar posição central na produção de chips avançados.

As Américas devem responder por US$ 16,5 trilhões do total projetado e podem alcançar US$ 27,1 trilhões em um cenário mais otimista. A Ásia-Pacífico aparece em seguida, com US$ 8,2 trilhões, impulsionada principalmente por China e Índia. Europa e Oriente Médio também devem avançar, apoiados por estratégias para reduzir a dependência de infraestrutura estrangeira.

Energia e atualização de equipamentos

A PwC aponta que o ciclo de investimentos pode ganhar velocidade ao longo do tempo, em vez de perder força após a construção inicial. Isso ocorre porque chips e outros equipamentos de tecnologia da informação e comunicação precisam ser substituídos com a chegada de novas gerações.

Os equipamentos representam cerca de 70% do gasto de capital dos data centers atualmente. Essa participação deve chegar a 93% até 2050, o que reduz o peso do imóvel e aumenta a importância da atualização tecnológica.

A eletricidade acessível, confiável e de baixo carbono aparece como o principal fator para a escolha dos locais. Conectividade, segurança, regras previsíveis, aceitação das comunidades e acesso a GPUs completam os critérios apontados no estudo.

Os movimentos recentes do setor incluem um acordo anunciado pela Qualcomm com a Amazon para desenvolver chips personalizados de IA para data centers. O TikTok também informou a expansão de sua capacidade na Finlândia em uma iniciativa de US$ 14 bilhões voltada ao mercado europeu.

Na Ásia, as Filipinas lançaram um plano nacional de inteligência artificial, enquanto o Japão anunciou mais US$ 60 bilhões em investimentos para quadruplicar sua capacidade de data centers até 2033.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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