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Jovens profissionais reavaliam promoção e equilíbrio entre trabalho e vida
Economia

Jovens profissionais reavaliam promoção e equilíbrio entre trabalho e vida

Pesquisas mostram interesse em liderança, mas indicam que ritmo de ascensão e condições de trabalho pesam nas decisões de carreira.

A geração Z e os millennials demonstram interesse em chegar a posições de liderança, mas não necessariamente querem acelerar a trajetória profissional a qualquer custo. Pesquisas da Deloitte e da Randstad mostram que remuneração, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e nível de responsabilidade influenciam as escolhas de carreira.

A pesquisa global de 2026 da Deloitte ouviu 22.595 integrantes da geração Z e millennials em 44 países. O levantamento indica que 76% da geração Z e 67% dos millennials gostariam de ocupar posições de alta liderança em algum momento da carreira. Quando o assunto é uma progressão rápida, porém, a preferência cai para 25% entre os primeiros e 21% entre os segundos.

Estresse, excesso de responsabilidade e dificuldades para conciliar trabalho e vida pessoal aparecem entre os obstáculos à liderança. Os dados diferenciam o desejo de alcançar um cargo elevado da disposição para chegar lá rapidamente. Nesse cenário, desenvolver competências, preservar estabilidade e escolher o momento de assumir novas tarefas também podem fazer parte do avanço profissional.

Movimentos laterais e a permanência por mais tempo em uma função podem oferecer aprendizado e especialização, mesmo sem resultar imediatamente em um novo título. A avaliação de uma oportunidade, portanto, envolve tanto o salário e o cargo quanto as mudanças que ela exige na rotina.

Remuneração e permanência

O Workmonitor 2026, da Randstad, ouviu mais de 27 mil trabalhadores em 35 mercados. A remuneração é o principal fator de atração para 81% dos entrevistados. Na decisão de permanecer, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal aparece em primeiro lugar para 46%, enquanto 23% citam o salário.

A diferença pode estar nas informações disponíveis antes e depois da contratação. Ao aceitar uma proposta, o profissional conhece apenas parte das exigências. Com o tempo, passa a lidar com a frequência das urgências, a relação com a liderança e a possibilidade concreta de organizar a vida fora do trabalho.

Para as empresas, condições como flexibilidade precisam ser apresentadas de forma objetiva. Isso inclui esclarecer a autonomia sobre horários, a previsibilidade das viagens e o funcionamento dos períodos de maior demanda. Em promoções, a dedicação esperada deve ser discutida junto com metas e resultados.

O estudo da Randstad também mostra que 36% dos trabalhadores planejam aumentar as horas de trabalho em resposta ao aumento do custo de vida. Por isso, preferir equilíbrio não significa necessariamente trabalhar menos: necessidades financeiras podem levar parte dos profissionais a ampliar o ritmo.

Os levantamentos apontam que diferentes preferências coexistem. Há quem queira reduzir a velocidade, quem precise trabalhar mais e quem aceite uma fase intensa diante de uma contrapartida concreta. A ambição profissional pode envolver escolhas sobre ritmo, direção e condições, e uma promoção precisa ser avaliada pelo impacto que terá na vida de quem assumir o cargo.

Thais Falquer, 29 anos, é fundadora da SheCorp, plataforma de carreira e negócios voltada às mulheres. Ela tem mestrado em International Business pela Université Paris Dauphine–PSL e experiência no mercado publicitário brasileiro, em grandes marcas e no mercado de luxo em Paris, incluindo passagem pelo time de Digital da sede global da LVMH.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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