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Brighton transforma dados e formação de talentos em lucro com transferências
Esportes

Brighton transforma dados e formação de talentos em lucro com transferências

Clube inglês saiu de uma crise financeira nos anos 1990 e acumulou mais de £ 400 milhões em lucro líquido com jogadores.

O Brighton se tornou referência em gestão esportiva na Europa ao combinar análise de dados, desenvolvimento de jogadores e planejamento para lucrar com transferências. A equipe também vive bom momento em campo: venceu o Manchester United por 3 a 2, de virada, e avançou na Copa da Liga Inglesa. O clube ainda aparece entre os primeiros colocados da Premier League.

A vitória foi comandada por Fabian Hürzeler. O Brighton começou a partida perdendo por dois gols nos minutos iniciais, mas conseguiu reverter o placar e eliminar o Manchester United.

Da crise à reconstrução

A realidade era bem diferente no fim da década de 1990. Em 1997, o Brighton esteve a uma partida do rebaixamento para a quinta divisão inglesa, enfrentava dificuldades financeiras e não tinha estádio próprio.

A mudança começou em 2009, com a chegada do empresário Tony Bloom. Ele investiu mais de £ 360 milhões na reestruturação do clube e na construção do Amex Stadium. A estratégia, porém, passou a depender principalmente do uso de dados e de inteligência de mercado para buscar jogadores subvalorizados na América do Sul, na África e na Europa.

Para Vinícius Las Casas, gestor de marketing da CUJU no Brasil, a tecnologia permite ampliar a observação de atletas em mercados pouco explorados. “Com inteligência artificial e análise de dados, é possível observar um universo muito maior de atletas”, afirma.

Rui Costa, executivo com passagens por São Paulo, Grêmio, Atlético-MG e Athletico-PR, destaca o planejamento para substituir jogadores antes mesmo de uma negociação. O clube identifica atletas com potencial, cria condições para o desenvolvimento e define o momento adequado para a venda.

Negócio baseado em valorização

Nos últimos anos, o Brighton acumulou mais de £ 400 milhões, cerca de R$ 2,7 bilhões, em lucro líquido com negociações. Moisés Caicedo foi contratado junto ao Independiente del Valle por £ 4,5 milhões e vendido ao Chelsea por £ 115 milhões. Marc Cucurella saiu por £ 15,4 milhões e depois foi negociado por £ 62 milhões.

Também estão na lista João Pedro, adquirido por £ 30 milhões e revendido por £ 60 milhões, e Ben White, formado na base e vendido ao Arsenal por £ 50 milhões. Alexis Mac Allister foi comprado por £ 7 milhões e negociado com o Liverpool por até £ 55 milhões.

Yves Bissouma e Leandro Trossard também renderam retornos expressivos. Entre os atletas observados na América do Sul estão Julio Enciso, Facundo Buonanotte, Valentín Barco, Pervis Estupiñán e Diego Gómez, contratado junto ao Inter Miami por £ 11 milhões.

O uso de dados inclui ainda treinamentos, acompanhamento de desempenho e decisões da comissão técnica. Empresas ligadas a Tony Bloom, como Starlizard e Jamestown Analytics, monitoram centenas de milhares de atletas e dezenas de milhares de partidas.

As plataformas cruzam indicadores de desempenho e valores de mercado. Assim, podem sinalizar jogadores com números semelhantes aos de atletas avaliados em dezenas de milhões de libras, mas disponíveis por valores menores. Para Moises Assayag, especialista em finanças no futebol, o modelo se aproxima da gestão de investimentos: o clube identifica ativos antes da valorização, desenvolve os jogadores e negocia no momento adequado.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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