SÃO PAULO — A Omnilink, empresa de tecnologia para rastreamento, segurança e gestão de frotas, projeta fechar o ano com receita de R$ 400 milhões. A companhia, criada por Eduardo Lacet depois do roubo de um carro de sua locadora, também prevê alcançar R$ 700 milhões com a expansão do Pneu Conectado.
A operação da empresa é baseada em São Paulo, com vendedores espalhados pelo país e cerca de 350 funcionários. Segundo Lacet, o faturamento de 2025 ficou próximo de R$ 320 milhões. A Omnilink mantém crescimento anual entre 20% e 25%, ritmo que, de acordo com o executivo, não considera o impacto da nova linha de pneus.
“E o pneu vai crescer muito”, afirma Lacet.
Tecnologia para transportadoras
A Omnilink surgiu quando Lacet procurou uma solução de seguro e rastreamento após ter um veículo roubado. Como não encontrou uma alternativa que atendesse ao que precisava, decidiu desenvolver a própria tecnologia. A empresa começou com rastreamento e segurança e ampliou a atuação para o setor de transporte.
Após a aquisição da companhia, em 2018, o portfólio passou a incluir câmeras para acompanhar fadiga e distração dos motoristas, telemetria do motor, controle de combustível e gestão da jornada de trabalho. Também fazem parte das soluções o rastreamento via satélite, travas para baú e quinta roda e dispositivos instalados dentro das cargas, chamados de iscas.
A empresa afirma que os equipamentos transformam itens da operação logística em fontes de informação. A proposta é acompanhar riscos antes que os problemas aconteçam e ajudar no controle de custos e na segurança das cargas, dos caminhões e dos motoristas.
Pneu conectado
O novo produto transmite dados em tempo real sobre localização, pressão e temperatura. A Omnilink espera vender cerca de 150 mil pneus no próximo ano. A localização permite identificar se o pneu está armazenado ou instalado em um veículo, enquanto os dados de pressão ajudam a acompanhar o consumo de combustível, o desgaste e o risco de acidentes.
O monitoramento da temperatura também pode apontar situações de superaquecimento. A solução é oferecida com um software para acompanhar estoque, instalação nas carretas, rodízio e histórico de utilização.
O foco inicial está nos próprios clientes da empresa, que tem uma base de aproximadamente 30 mil. A estratégia é vender o pneu integrado à plataforma de gestão, em vez de oferecer apenas o equipamento físico.








