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Pesquisadores usam Claude para acessar sistemas internos da OpenAI
Economia

Pesquisadores usam Claude para acessar sistemas internos da OpenAI

Equipe da Hacktron AI explorou falhas, chegou a contas de funcionários e recebeu US$ 6.500 da OpenAI pela descoberta.

Três pesquisadores indianos da startup de cibersegurança Hacktron AI usaram modelos Claude, da Anthropic, para explorar falhas e acessar contas de funcionários da OpenAI e um repositório privado de código da empresa no GitHub. A OpenAI pagou US$ 6.500 pela descoberta, valor apresentado como cerca de R$ 33 mil.

A equipe era formada por Harsh Jaiswal, Mohan Pedhapati e Rahul Maini. O trabalho custou menos de US$ 3 mil em tokens de inteligência artificial. Os pesquisadores afirmam que não examinaram o código sensível e abriram apenas o pull request 1186742, considerado inofensivo, para comprovar que o acesso ao repositório era possível.

A entrada ocorreu por meio de uma falha do tipo heap buffer overflow na libheif, biblioteca de código aberto usada pelo Discourse para processar imagens nos formatos HEIC e HEIF. Os servidores do fórum utilizavam uma versão desatualizada e vulnerável da biblioteca.

A análise do pipeline de imagens começou em 23 de julho. Um dia depois, a equipe tinha um exploit funcional, mas ele dependia da desativação da proteção ASLR, que randomiza endereços de memória. Isso dificultava a reprodução do ataque em um cenário real.

O Claude Opus 4.8 tentou superar essa barreira em várias sessões, sem sucesso. Na noite de 24 de julho, após o lançamento do Opus 5, o novo modelo conseguiu ajudar os pesquisadores a contornar a proteção e avançar na exploração.

Com acesso à conta de ChatGPT e Codex de um funcionário da OpenAI, o grupo chegou ao repositório interno chamado Monorepo. A equipe de pesquisadores disse que o processo levou poucos dias de trabalho do agente de inteligência artificial e algumas horas de atuação humana.

Pesquisa mais ampla

A invasão fez parte do projeto HEIF Heist, criado pela Hacktron AI para investigar vulnerabilidades na maneira como diferentes softwares e serviços processam arquivos de imagem. Segundo os pesquisadores, a mesma técnica identificou falhas em Slack, Zoom e Meta.

O projeto durou dois meses, envolveu três pesquisadores e teve custo total inferior a US$ 3 mil em tokens de inteligência artificial. No relatório, a equipe afirmou que a IA está reduzindo o tempo necessário para trabalhos que antes exigiam uma equipe bem financiada e meses de esforço.

O caso integra uma sequência de incidentes de segurança envolvendo OpenAI e Anthropic, divulgados publicamente pelas próprias empresas. As duas companhias defendem a criação de salvaguardas para que os riscos de novos modelos possam ser revisados por humanos antes da chegada dessas tecnologias ao público.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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