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PF aponta compras de R$ 4,05 bilhões pelo BRB após questionamentos do BC
Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO e ADRIANO MACHADO/REUTERS
Economia

PF aponta compras de R$ 4,05 bilhões pelo BRB após questionamentos do BC

Investigação indica que nove aquisições de ativos do Banco Master ocorreram entre abril e maio de 2025, mesmo após alertas do Banco Central.

A Polícia Federal identificou nove compras feitas pelo Banco de Brasília (BRB) junto ao Banco Master, entre abril e maio de 2025, que somaram R$ 4,05 bilhões. As operações envolveram Cédulas de Crédito Bancário com indícios de irregularidades e ocorreram depois de o Banco Central questionar a origem dos ativos.

Segundo a investigação, os créditos foram gerados pela empresa Tirreno, vendidos ao banco de Daniel Vorcaro e depois transferidos ao BRB. A PF aponta fortes indícios de que os documentos negociados não existiam.

Em um documento, a polícia afirma que o BRB manteve as aquisições mesmo após identificar problemas na comprovação dos valores. “Mesmo após receber pedido de explicações do Banco Central em março e distratar carteiras por falta de documentos em abril com a Tirreno, o Banco Master continua a realizar a cessão de falsas CCBs até maio”, diz o texto.

Versões diferentes sobre a origem

Durante 2025, o BRB também comprou R$ 12,2 bilhões em créditos consignados do Banco Master. Ao Banco Central, as duas instituições apresentaram explicações diferentes sobre a procedência dos ativos.

O conglomerado Master informou que os créditos tinham origem na Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e na Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia). Já o BRB indicou a Tirreno como originadora.

Para a Polícia Federal, a presença das duas associações não foi casual. A investigação afirma que elas foram criadas e são controladas por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

A PF também avalia que as operações buscavam garantir liquidez ao Banco Master enquanto o Banco Central analisava o processo de fusão com o BRB. O banco apresentava problemas de liquidez desde o final de 2024. “Tudo leva a crer que a intenção era dar sobrevida ao Banco Master”, afirma o documento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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