Ricardo Faria foi quem mais avançou entre os dez maiores bilionários brasileiros em 2026. Fundador da Granja Faria, ele passou da 21ª para a 10ª posição no ranking da Forbes Brasil, com patrimônio de 35,1 bilhões de reais e alta de 79,08% em um ano.
A empresa criada por Faria em 2006 atua na produção de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia. Segundo a Forbes, a companhia emprega cerca de 2.700 pessoas em 34 unidades produtoras e fornece aproximadamente 16 milhões de ovos por dia.
O levantamento reúne 255 bilionários brasileiros. Juntos, os dez primeiros concentram cerca de 669 bilhões de reais. No total, a fortuna do grupo chega a 1,86 trilhão de reais, o equivalente a 14,6% do PIB brasileiro de 2025. A lista foi publicada pela Forbes Brasil em agosto.
Eduardo Luiz Saverin lidera o ranking pelo quarto ano consecutivo, com 162,9 bilhões de reais. Mesmo no primeiro lugar, ele perdeu 64,1 bilhões de reais em patrimônio em um ano. A fortuna estimada caiu 28,24% ante os 227 bilhões de reais calculados em 2025. A redução foi associada principalmente à desvalorização das ações da Meta, que recuaram cerca de 16% nos 12 meses até junho de 2026.
Vicky Sarfati Safra e família ocupam a segunda colocação, com 130,6 bilhões de reais, alta de 8,38%. Jorge Paulo Lemann e família aparecem em terceiro, com 103,5 bilhões de reais, contra 88 bilhões de reais em 2025. André Esteves, do BTG Pactual, é o quarto, com 66,1 bilhões de reais, crescimento de 29,61%.
Fernando Roberto Moreira Salles está em quinto, com 50,3 bilhões de reais, seguido pelo irmão Pedro Moreira Salles, que tem 46,6 bilhões de reais. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles ocupa a sétima posição, com 38,8 bilhões de reais. Miguel Krigsner é o oitavo, com 35,7 bilhões de reais, e Carlos Alberto Sicupira e família aparecem em nono, com 35,4 bilhões de reais.
O ranking considera patrimônios de 1 bilhão de reais ou mais. Para empresas listadas em bolsa, a referência são as cotações de fechamento de 30 de junho de 2026. Entre os negócios citados estão participações na AB InBev, na 3G Capital, no Itaú Unibanco e na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).








