O mapa do Strava, aplicativo que registra corridas e pedaladas, passou a ser usado por usuários como uma referência informal para escolher onde morar ou se hospedar. A ideia é observar as regiões com maior concentração de atividades e identificar possíveis sinais de circulação, parques e espaços usados ao ar livre.
Nos Estados Unidos, usuários comentaram que o recurso pode ajudar a encontrar bairros onde as pessoas circulam com mais tranquilidade. Uma publicação no X, antigo Twitter, afirmou que o melhor lugar para morar seria aquele em que as pessoas conseguem andar em paz. O post teve mais de 250 mil visualizações.
A ferramenta também foi citada como apoio na escolha de hospedagens. Uma usuária disse que consultou o mapa para reservar um Airbnb em Buenos Aires. Outro usuário recomendou o recurso para pessoas que estão se mudando para uma cidade nova.
Segundo a própria Strava, a plataforma reúne mais de 200 milhões de usuários em 185 países e registra bilhões de atividades. A partir desses dados, o aplicativo mostra como os usuários se movimentam, com algumas ruas e regiões aparecendo com maior concentração de corridas e pedaladas.
Limites do mapa
Para quem busca um novo endereço, a distribuição das atividades pode indicar acesso a parques, estrutura para exercícios ao ar livre ou maior circulação de pessoas. Mas o padrão também pode estar relacionado à renda e aos hábitos dos moradores de cada região.
Uma publicação sobre Chicago destacou a possível ligação entre o mapa de atividades e as diferenças de riqueza na área. O conteúdo teve mais de cinco milhões de visualizações.
A Strava, porém, não representa toda a população. Como os registros vêm de pessoas que usam o aplicativo para acompanhar atividades físicas, a falta de dados em determinada região não significa necessariamente que o local seja perigoso ou tenha pouca movimentação.








