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Vendas de bares e restaurantes sobem 7,4% em agosto, mas margens são pressionadas
Economia

Vendas de bares e restaurantes sobem 7,4% em agosto, mas margens são pressionadas

Setor registra 11º mês seguido de alta, enquanto custos e crédito mais caros dificultam transformar faturamento em rentabilidade.

As vendas de bares e restaurantes cresceram 7,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice Abrasel-Stone. Foi o 11º mês consecutivo de alta anual.

O avanço alcançou 23 dos 24 estados acompanhados pelo levantamento. A Paraíba teve o maior crescimento, de 18,8%, seguida por Sergipe, com 16,8%. São Paulo registrou alta de 6,7%.

Apesar do resultado positivo, o ritmo diminuiu. Em julho, as vendas haviam avançado 10,4% na comparação anual. Na passagem de julho para agosto, houve retração de 0,2%.

Custos pressionam rentabilidade

A Abrasel avalia que a renda e o consumo continuam sustentados pelo mercado de trabalho, mas os estabelecimentos enfrentam custos e crédito mais caros. Para evitar afastar clientes, parte dos empresários estaria absorvendo os aumentos nas próprias margens, sem repassar integralmente a pressão aos preços.

“O emprego segue dando sustentação à renda, mas o empresário enfrenta uma equação mais apertada”, afirmou Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

O Índice Abrasel-Stone acompanha as vendas de estabelecimentos de alimentação fora do lar a partir de transações financeiras capturadas pela Stone em 24 estados. O levantamento inclui negócios de diferentes portes.

Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, a variação mensal próxima de zero indica estabilização depois do avanço mais forte observado em julho. Na avaliação dele, a queda de 0,2% mostra que os bares e restaurantes preservaram boa parte do nível de atividade alcançado no mês anterior.

O Nordeste liderou o crescimento regional, com alta média de 10,3%. O Centro-Oeste avançou 7,3%, seguido pelo Sudeste, com 7,1%. Norte e Sul registraram crescimento de 6,5% e 6%, respectivamente.

O Tocantins foi o único estado pesquisado com retração, de 1,6%. Também tiveram altas de dois dígitos Alagoas, com 12,9%, Rondônia, com 12,8%, Mato Grosso, com 12,5%, e Pernambuco, com 12,3%.

A combinação de emprego sustentando a demanda, inflação e crédito caro aparece na desaceleração do crescimento anual. Para Freitas, a evolução das condições financeiras será um dos pontos de atenção para os próximos meses.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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