A organização do The Booker Prize 2026 anunciou os seis romances finalistas da premiação, considerada um dos reconhecimentos mais prestigiados da literatura em língua inglesa. Nenhum dos livros tem edição em português no Brasil até o momento, mas todos estão disponíveis em inglês, em versão digital, em sites como a Amazon.
O júri é presidido pela historiadora britânica Mary Beard. A seleção reúne histórias de mistério pós-apocalíptico, sátira universitária, dramas familiares e resgates históricos.
M. John Harrison concorre com The End of Everything. O romance acompanha Phillip Tennent, que recolhe artefatos levados pela água na costa do Canal da Mancha. A rotina do personagem muda quando ele encontra um objeto mutável e precisa transportar a criatura para o interior do país, situação que abala sua percepção da realidade.
Marlon James, vencedor do prêmio em 2015, aparece entre os finalistas com The Disappearers. Ambientada em Kingston, em 1988, a história acompanha oito homens que ensaiam uma peça de teatro. A morte de uma das personagens após uma agressão de extremistas marca a trajetória dos sobreviventes, que enfrentam a recuperação física e emocional, o ódio e a busca por vingança nas décadas de 1980 e 1990.
Em Black Bag, Luke Kennard apresenta uma sátira sobre a universidade e os dilemas da masculinidade contemporânea. Um ator desempregado aceita participar de um experimento psicológico e passa o semestre fechado dentro de um saco preto, no fundo de uma sala de aula. A experiência envolve uma pesquisadora de pós-humanismo e a tentativa de monetização feita pelo colega de quarto do protagonista.
Rebecca Perry é finalista com May We Feed the King. A narrativa alterna entre uma curadora de prédios históricos no presente e um jovem monarca do passado. Enquanto restaura aposentos medievais, a profissional se conecta à história de um rei que assume o trono após a morte dos irmãos e enfrenta conspirações na corte.
Elizabeth Strout concorre com The Things We Never Say, centrado em Artie Dam, professor de história do ensino médio em Massachusetts. Um segredo guardado por décadas modifica a trajetória do personagem e o leva a reavaliar suas relações familiares.
Douglas Stuart, vencedor do Booker Prize em 2020 com Shuggie Bain, fecha a lista com John of John. O livro acompanha John-Calum Macleod no retorno à ilha de Harris, depois dos estudos em uma escola de arte em Glasgow. Dividido entre o pai, fazendeiro e tecelão devoto da igreja presbiteriana, e a avó, ele enfrenta o choque entre as expectativas familiares e seus próprios anseios.








