Escolher os próximos passos da carreira envolve mais do que acompanhar vagas, salários e tendências. Também exige observar como cada pessoa reage à pressão, interpreta dificuldades, lida com emoções e define o que considera importante no trabalho.
A seleção reúne cinco livros que podem ajudar nesse processo de autoconhecimento.
Hábitos e formas de pensar
Em “O Poder do Hábito”, Charles Duhigg explica como os hábitos se formam e podem ser modificados. A Companhia das Letras resume a ideia central da obra na necessidade de compreender o funcionamento desses padrões antes de transformá-los.
No ambiente profissional, a leitura pode ajudar a identificar comportamentos recorrentes, como procrastinar diante de certos projetos, evitar conversas difíceis ou responder sempre da mesma maneira a feedbacks, pressão e frustrações.
“Mindset”, da psicóloga Carol Dweck, professora da Universidade Stanford, trata de como diferentes formas de enxergar capacidade, aprendizado e desenvolvimento influenciam a reação diante dos desafios. Um erro em uma apresentação pode ser interpretado como prova de incapacidade ou como sinal de uma habilidade que ainda precisa ser desenvolvida.
A proposta é observar se uma limitação é vista como uma sentença ou como algo que pode mudar com o aprendizado.
Propósito e vulnerabilidade
Em “Por que Fazemos o que Fazemos?”, Mario Sergio Cortella aborda propósito, motivação, realização e a relação com o trabalho. Publicado pela Planeta, o livro pode ser útil em períodos de transição, ao estimular perguntas sobre os valores buscados em uma carreira e as concessões que já não fazem sentido.
“A Coragem de Ser Imperfeito”, de Brené Brown, coloca a vulnerabilidade no centro da discussão. A pesquisadora estuda coragem, vergonha, empatia e vulnerabilidade e relaciona a aceitação das imperfeições à possibilidade de agir com mais autenticidade.
Na carreira, essa reflexão envolve reconhecer forças, limitações e pontos que ainda podem ser desenvolvidos. Isso pode influenciar a forma de receber feedback, assumir responsabilidades e conversar com uma liderança.
Emoções no trabalho
Publicado originalmente em 1995, “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman, questiona a ideia de que a capacidade racional, sozinha, explica desempenho e sucesso. O livro destaca a participação das emoções na forma como as pessoas pensam, se relacionam e tomam decisões.
A proposta também se conecta diretamente ao autoconhecimento: reconhecer uma emoção, entender o que a provocou e perceber seus efeitos sobre o comportamento são etapas anteriores à autorregulação. No trabalho, isso pode significar distinguir uma crítica ao projeto de uma crítica pessoal, identificar quando a ansiedade interfere em uma decisão e compreender por que certos conflitos se repetem.








