SÃO PAULO — As cinzas de Lito Sousa devem ser separadas e levadas ao Aeroporto de Guarulhos e ao Aeroporto de Campinas, conforme um dos últimos pedidos feitos pelo youtuber, técnico de aviação e empresário. A informação foi revelada neste domingo (4/10) pela viúva, Mila Seidl, em um vídeo publicado nas redes sociais.
Mila afirmou que ela, o filho e os familiares apoiam a petição apresentada por seguidores e admiradores para alterar o nome do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. A proposta encaminhada ao Senado Federal sugere que o terminal passe a usar o nome pelo qual Lito ficou conhecido ou seu nome de registro, Joselito Geraldo de Sousa.
Lito morreu na última quinta-feira (1º/10), aos 59 anos, depois de receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição neurológica é descrita como rara, degenerativa, progressiva e fatal, causada pelo acúmulo de uma proteína anormal no cérebro, chamada príon.
Relação com a aviação
Segundo Mila, Lito trabalhou por mais de 37 anos na indústria aeronáutica e via o Aeroporto de Guarulhos como uma segunda casa. O local também tinha relação com a criação do canal Aviões e Músicas.
“Ele passou mais parte da vida dele lá no aeroporto do que em qualquer outro lugar”, disse a viúva. Ela também contou que o marido era apaixonado por aviões grandes e considerava o terminal um paraíso.
Lito recebeu um medicamento experimental contra a doença depois que a substância chegou ao Brasil em 11 de setembro. A Anvisa concedeu autorização excepcional para o acesso ao ALN-6457. Ele foi a primeira pessoa a usar o medicamento, que havia sido testado anteriormente somente em animais.
Ao comentar a homenagem, Mila disse não saber quanto a mudança seria possível ou faria sentido para a população. Ela pediu apoio à proposta caso as pessoas considerem a iniciativa justa.








