O documentário “O Testamento: O Segredo de Anita Harley” reacendeu a discussão sobre a sucessão da empresária, dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões. Lançada em fevereiro deste ano pelo Globoplay, a produção terá os três episódios exibidos na TV Globo nos dias 6, 7 e 8 de outubro.
A disputa envolve o comando das Casas Pernambucanas e diferentes pedidos de reconhecimento na Justiça. Um dos processos é movido por Sônia Soares, conhecida como Suzuki. Ela afirma que manteve uma união estável com Anita Harley durante 36 anos e tenta afastar a versão de que era apenas funcionária ou “dama de companhia”.
O documentário mostra que a união foi reconhecida pela Justiça. A partir disso, Arthur Miceli, filho de Suzuki, obteve o reconhecimento da maternidade socioafetiva. Ainda assim, grande parte da família de Anita nunca o identificou como herdeiro da empresária.
Cristine Rodrigues, que foi secretária de longa data de Anita, também reivindica o reconhecimento como companheira. Na produção, ela afirma que Anita nunca tratou Arthur como filho. A ação relacionada à união estável de Cristiane ainda será julgada e pode ser reaberta diante da decisão desfavorável ao pedido de Suzuki.
Situação dos processos
Na última atualização do caso, a ação de reconhecimento de união estável apresentada por Suzuki foi considerada improcedente pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). O processo sobre o reconhecimento da relação socioafetiva de Artur continua pendente de julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A origem da disputa remonta a novembro de 2016, quando Anita sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e entrou em coma. As divergências sobre a companhia e o patrimônio, porém, são apresentadas na produção como parte de conflitos familiares que atravessam gerações. Após a morte da mãe, Erenita Helena Groschke Lundgren, Anita assumiu o principal cargo da companhia.
Enquanto não há uma definição para os processos, a administração da fortuna é submetida a decisões judiciais. Um curador externo tem sido nomeado com frequência para controlar os mais de R$ 2 bilhões. O documentário termina sem resolver a disputa, que também permanece sem desfecho na vida real.








