SÃO PAULO — Anita Harley está internada no Hospital Sírio-Libanês desde que sofreu um AVC, em 2016. Aos 78 anos, a acionista das Casas Pernambucanas continua inconsciente e sem capacidade de se comunicar. A situação está no centro de uma disputa judicial pela administração de seu patrimônio e por direitos sucessórios, tema do documentário “O Testamento”, do Globoplay.
A empresária é neta de Herman Lundgren, fundador da Pernambucanas. Depois da morte da mãe, assumiu o controle da empresa, enfrentou resistências familiares e travou disputas judiciais com o irmão, Robert. Anita é descrita como rigorosa, discreta e dedicada à expansão e à gestão dos negócios da família.
As pessoas no centro do caso
Cristine Rodrigues foi assessora e braço direito de Anita. Antes do AVC, obteve uma procuração registrada em cartório com poderes para administrar o patrimônio e tomar decisões médicas pela empresária. Atualmente, é apontada como a pessoa que controla os bens e enfrenta Sônia Aparecida e Arthur nos tribunais.
Sônia Aparecida, conhecida como Suzuki, foi funcionária e é descrita como dama de companhia. Ela afirma ter mantido uma união estável com Anita por quase 30 anos e sustenta que as duas viviam como um casal, de forma discreta.
Arthur Miceli foi reconhecido judicialmente como filho socioafetivo de Anita. Ele busca o direito à herança e o reconhecimento de seu papel na família. Sônia é sua mãe biológica.
Karen Harley é irmã de Anita por parte de pai. Não é identificada como herdeira nem como detentora de ações ou direitos sobre o patrimônio da Pernambucanas.
Família, amigas e defesa no documentário
Andréa e Juliana Lundgren são primas de segundo grau de Anita, a quem chamam de tia. Elas são acionistas da varejista, recebem parte dos lucros e formam a principal base familiar de apoio. Após a estreia da série, ganharam repercussão nas redes sociais por memes e bordões, entre eles “Tia Helena (mãe de Anita) odiava Suzuki”.
Mônica Silveira fazia parte do grupo de amigas próximas de Anita e apresentou Suzuki. Tisuka Yamasaki ajuda a retratar a empresária e defende a perspectiva de Cristine. Katia Mesel, amiga que conviveu com Anita por anos, fala sobre a personalidade reservada dela e também defende Cristine, com críticas às posições de Suzuki e Arthur.
Na disputa judicial, Cristine é representada pelo advogado José Eduardo Cardoso. Suzuki tem Daniel Silvestri como advogado atual e já foi representada por Mário Sergio Camargo.








