FILADÉLFIA — Ed Sheeran afirmou no sábado, 19, durante um show na Filadélfia, nos Estados Unidos, que a situação em Gaza é “injustificável”. O cantor britânico também citou mortes de civis e crianças e disse que a situação na Cisjordânia não poderia ser ignorada.
A declaração ocorreu na primeira apresentação de Sheeran após a controvérsia envolvendo Macklemore. O rapper deixou a etapa americana da Loop Tour depois de gritar “Palestina Livre!” em um show em Nova Jersey. A saída aconteceu após questionamentos de responsáveis pelos estádios que receberiam as apresentações seguintes.
Sheeran negou ter determinado o afastamento e atribuiu a decisão ao promotor da turnê. Durante o discurso no palco, afirmou que precisou tomar decisões difíceis, reconheceu erros e pediu desculpas ao público. No fim do show, disse que aquela havia sido a semana mais difícil de sua vida e relatou preocupação com possíveis reações negativas.
Protesto e repercussão
Antes do concerto no Lincoln Financial Field, manifestantes favoráveis à causa palestina se reuniram próximo ao estádio com bandeiras palestinas. O grupo entoou “Palestina Livre” em um protesto acompanhado por policiais e descrito como pacífico.
Parte dos fãs afirmou ter considerado não comparecer ao evento, enquanto outros mantiveram a decisão de assistir à apresentação. Apesar da repercussão, o estádio recebeu grande público. O portal TicketData registrou aumento nas movimentações de revenda de ingressos desde a segunda-feira, na comparação com outras datas da turnê.
O preço dos ingressos mais baratos caiu de 123 dólares na segunda-feira, o equivalente a R$ 635,7 pela cotação do dia, para 48 dólares na tarde de sábado, ou R$ 247,5.
Sheeran iniciou o show sem artista de abertura e chamou cinco músicos para acompanhá-lo. Segundo o cantor, eles aprenderam suas músicas em três dias. Outros integrantes ligados à turnê também deixaram a programação, incluindo músicos da banda que o acompanhava e Finneas, produtor e músico conhecido pelo trabalho com Billie Eilish.
O conflito em Gaza passou a aparecer com frequência em manifestações de artistas desde outubro de 2023, quando Israel iniciou uma ofensiva após um ataque do Hamas contra o país. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, a ofensiva israelense deixou grande parte do território destruída e matou mais de 73.800 pessoas.








