Lilly Wachowski voltou a criticar publicamente J.K. Rowling e afirmou que o consumo de produtos de Harry Potter contribui para causar danos à comunidade trans. A declaração foi dada em entrevista publicada na sexta-feira, 11, durante a preparação de uma nova série da HBO baseada nos livros da autora.
Segundo Wachowski, parte do dinheiro arrecadado com produtos da franquia chega a Rowling e é direcionada a causas que a diretora considera prejudiciais às pessoas trans. Ela comparou a situação a boicotes contra empresas e personalidades cujas posições são rejeitadas pelos consumidores.
"J.K. Rowling financia o genocídio trans, ponto final", disse Wachowski. Em seguida, afirmou que apoiar Harry Potter equivale a apoiar esse financiamento.
A diretora também citou Elon Musk, a Tesla, o aquecimento global, o uso de gasolina e acusações relacionadas a uma saudação nazista. Wachowski defendeu que outros países combatam discursos de ódio e fechem plataformas. Ela disse que houve algum sucesso no Brasil e na Europa, mas avaliou que a situação nos Estados Unidos e no Reino Unido está praticamente insustentável.
Resposta do agente de Rowling
Neil Blair, agente e sócio fundador de J.K. Rowling, defendeu a liberdade de expressão e pediu que as opiniões da escritora sejam apresentadas com precisão, imparcialidade e respeito.
Blair também explicou a atuação do Fundo para Mulheres J.K. Rowling. De acordo com ele, a iniciativa apoia mulheres que recorrem à Justiça britânica para preservar direitos previstos na Lei da Igualdade de 2010, que, segundo o fundo, vêm sendo ignorados ou ameaçados.
O agente negou que Rowling financie ações contra pessoas trans ou apoie iniciativas para restringir os direitos dessa população. Ele classificou as declarações de Wachowski como difamatórias e afirmou que acusações desse tipo não devem ser tratadas como fatos sem evidências.









