O US Open encerrou a edição de 2026 com títulos inéditos para Alexander Zverev e Elena Rybakina, mas também com dois desafios fora das quadras: a presença crescente de influenciadores e a concorrência com o início da temporada da NFL.
Zverev derrotou Ben Shelton em quatro sets na decisão masculina. No feminino, Rybakina superou Aryna Sabalenka em uma final de três sets e conquistou seu primeiro troféu do torneio.
A presença de influenciadores e celebridades nas arquibancadas e nos corredores do Arthur Ashe Stadium incomodou parte dos fãs tradicionais. A busca por aparições em telões, fotos e visibilidade nas redes sociais provocou aglomerações e distrações durante as partidas. Também houve espectadores circulando ou falando enquanto os pontos estavam em andamento.
Conflito com a NFL
O principal obstáculo apontado para o torneio é a coincidência entre seu calendário e a abertura da temporada da NFL. O Grand Slam americano ocorre entre o fim de agosto e o início de setembro, com o feriado de Labor Day no período, e disputa a atenção do público e da mídia dos Estados Unidos.
Antecipar o evento poderia expor atletas e torcedores ao calor intenso de Nova York. Adiá-lo para o outono afetaria o calendário profissional de tênis. Entre as alternativas debatidas está levar a final masculina para a segunda-feira à noite, o que romperia com a tradição do domingo de encerramento.
A edição de 2026 também teve a maior premiação da história do tênis mundial. Os campeões das chaves de simples receberam US$ 5,5 milhões cada, cerca de R$ 28 milhões. O valor foi 10% maior que o pago em 2025.
Ao todo, US$ 108 milhões, aproximadamente R$ 560 milhões, foram distribuídos no torneio. O montante superou os US$ 90 milhões, equivalentes a R$ 463 milhões, do ano anterior. Jogadores eliminados na primeira rodada do qualifying receberam US$ 32 mil, ou R$ 164 mil, enquanto os classificados para a chave principal garantiram pelo menos US$ 66 mil, cerca de R$ 339 mil.
Em maio, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka, Novak Djokovic e Coco Gauff assinaram uma declaração conjunta pedindo maior participação dos atletas nas receitas dos quatro Grand Slams, além de melhores condições de trabalho e benefícios previdenciários. A negociação com a organização dura 18 meses, e os tenistas defendem uma fórmula fixa de divisão de receitas para os próximos anos.









