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MPPI amplia apuração sobre acordo de robótica ligado a Whindersson no Piauí
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MPPI amplia apuração sobre acordo de robótica ligado a Whindersson no Piauí

Inquérito analisa contrato sem licitação que chegou a R$ 11 milhões e previa kits de robótica e cursos para professores.

O Ministério Público do Piauí (MPPI) transformou em inquérito civil a apuração sobre a contratação da Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda. pela Secretaria de Estado da Educação. O procedimento investiga possíveis irregularidades no acordo, que envolve recursos federais repassados ao estado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A portaria que determinou o aprofundamento da investigação foi assinada em 21 de agosto de 2026 pela 36ª Promotoria de Justiça de Teresina. O documento afirma que, naquele momento, ainda não era possível concluir pela inexistência de irregularidades e solicita informações e documentos dos processos da Secretaria de Educação e do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI).

A apuração começou após o TCE-PI receber uma representação com suspeita de favorecimento da Tron. Um relatório apresentado ao tribunal em dezembro de 2024 aponta que um estudo técnico preliminar da própria Secretaria de Educação havia identificado outras empresas qualificadas para executar o serviço. A avaliação indicaria a possibilidade de uma disputa entre fornecedores.

Contrato e objeto

O acordo foi assinado em 19 de agosto de 2025, sem processo de licitação. Inicialmente, o contrato tinha valor de R$ 4,99 milhões, mas recebeu aditivos e chegou a R$ 11 milhões. A vigência é de dois anos, até agosto de 2027.

A parceria prevê o fornecimento de 15 mil kits de robótica e a capacitação de professores em 100 escolas da rede pública. O programa foi descrito como uma iniciativa de ensino voltada ao letramento digital, com uso da robótica como recurso pedagógico para estudantes do ensino médio.

Em um evento da Secretaria de Educação, o secretário Washington Bandeira e Whindersson Nunes entregaram certificados a professores que concluíram um curso de tecnologia e robótica com carga horária de 92 horas. A formação incluiu programação, Arduino e robótica educativa.

Manifestação da defesa

A portaria cita a Tron como empresa vinculada ao influenciador. A matriz e a empresa responsável pelo acordo com o governo do Piauí têm o empresário Gildário Dias Lima como proprietário. Em uma publicação no LinkedIn, Whindersson chamou Gildário de sócio.

A equipe jurídica do artista afirmou que ele não integra o quadro societário da empresa investigada. “A participação societária de Whindersson Nunes está restrita à empresa proprietária do método, cuja utilização é licenciada a diferentes empresas, entre elas a empresa objeto do referido procedimento.”

A defesa também declarou que Whindersson não exerce funções administrativas, operacionais ou atos de gestão nas empresas responsáveis pela distribuição e comercialização do método e que acompanha o procedimento junto à empresa distribuidora.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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