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Rio de Janeiro - Acusações de ligação com milícia e política como negócio de família: conheça as suspeitas que cercam Douglas Ruas
Política

Douglas Ruas é alvo de questionamentos sobre negócios, família e gestão pública

Candidato do PL ao governo do Rio é citado em investigações e contratos que envolvem empresas, aliados políticos e parentes.

Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, é alvo de questionamentos sobre relações familiares na política, negócios privados e atos administrativos. Os casos envolvem empresas ligadas a ele, contratos da Prefeitura de São Gonçalo e apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O pai do candidato, Capitão Nelson, é prefeito de São Gonçalo. O irmão, Nelson Ruas Filho, é vereador no município. Douglas também ocupou a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais durante a administração do pai, antes de chegar à Assembleia Legislativa e ao governo estadual.

Investigações e contratos

Capitão Nelson foi citado na CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio, em 2008, a partir de informações do Disque-Denúncia que o relacionavam a um grupo paramilitar. O inquérito foi arquivado, sem condenação ou processo em andamento por aquele episódio. Em 2024, ele apresentou à Justiça Eleitoral uma certidão informando que não respondia a processo relacionado ao caso.

Na campanha de Douglas para a Alerj em 2022, o empresário Carlos Freitas Neves doou R$ 160 mil. Três anos depois, uma empresa controlada por Neves assinou contrato de R$ 732 mil com a Prefeitura de São Gonçalo. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 61 mil pela locação de um imóvel para a Fundação Municipal de Saúde e foi feito por dispensa de licitação.

Mariana Barbosa de Souza, mulher de Douglas, havia sido sócia de Neves em duas empresas. Ele deixou as sociedades em agosto de 2025, antes da assinatura do contrato. Douglas afirmou desconhecer a contratação e disse que não ocupava cargo na prefeitura naquele momento. A prefeitura declarou que a locação seguiu os procedimentos legais.

Em junho de 2026, o Ministério Público do Rio abriu uma apuração preliminar sobre duas empresas ligadas a Douglas: a Saur Construção, Terraplanagem e Locação e a DM Invest. A Procuradoria-Geral do Estado informou que não encontrou pagamentos do governo às companhias. Também há um inquérito civil aberto em maio de 2023 para investigar possíveis atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito envolvendo Douglas e Thiago Saraiva, ex-secretário de Fazenda de São Gonçalo. O procedimento permanecia sem conclusão até agosto deste ano.

Patrimônio e contratos estaduais

Empresas ligadas a Douglas e à mulher dele compraram imóveis e precatórios avaliados em mais de R$ 15 milhões entre 2023 e 2025. Em documento registrado na Junta Comercial, a Saur declarou R$ 19,6 milhões em lucros acumulados e previu a distribuição dos valores aos sócios até 2028. Douglas teria direito a aproximadamente R$ 15,9 milhões.

Uma auditoria sobre contratos da Secretaria estadual de Cidades, comandada por Douglas entre 2023 e março de 2026, apontou possíveis irregularidades. Um dos pontos foi um aditivo de aproximadamente 45% em um contrato de recapeamento, que teria passado de R$$ 99,7 milhões para $$ 144,9 milhões.

O relatório também citou relações empresariais envolvendo pessoas próximas ao deputado federal Altineu Côrtes, aliado político de Douglas. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República para avaliação. Douglas e os demais citados negaram irregularidades.

Os procedimentos não concluíram que Douglas tenha cometido crime. A apuração sobre suas empresas não encontrou pagamentos públicos, e o inquérito relacionado ao pai foi arquivado. Os episódios, porém, colocam sob análise a concentração de poder familiar em São Gonçalo, as relações empresariais e o uso de recursos públicos na trajetória política do candidato.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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