O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que o uso de câmeras corporais por policiais não pode resultar em punições coletivas. A declaração foi dada em entrevista nesta terça-feira (8).
Ruas disse que uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o uso dos equipamentos deve ser cumprida. No ano passado, a Corte homologou um acordo que tornou obrigatória a utilização de câmeras por policiais militares em São Paulo.
Para o candidato, agentes que tentarem impedir o funcionamento dos aparelhos devem responder conforme a legislação. “Aquele policial que, porventura, transgredir, utilizando de algum artifício para inviabilizar o funcionamento do equipamento será punido de acordo com o que está previsto na legislação”, afirmou.
Letalidade violenta
Durante a entrevista, Douglas Ruas também declarou que, se for eleito, ocorrências classificadas como legítima defesa em ações policiais não serão incluídas como casos de letalidade violenta. Segundo ele, a classificação deverá seguir o Código Penal Brasileiro.
O candidato citou ainda mortes de criminosos durante incursões policiais e mencionou a Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado nos Complexos da Penha e do Alemão. O episódio é descrito como a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro.
Na avaliação de Ruas, o policial reage depois de ser recebido a tiros e precisa proteger a própria vida e a dos cidadãos. “Quem faz essa escolha não é o policial”, disse, ao argumentar que os agentes acabam sendo prejudicados nas estatísticas.








