São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Oncorp pede proteção a contratos diante de regras para terminais de GNL
Brasil

Oncorp pede proteção a contratos diante de regras para terminais de GNL

João Guilherme Mattos afirma que mudanças nas condições de acesso podem elevar riscos e afetar novos investimentos no setor de gás.

A Oncorp defende que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) preserve os contratos que ajudaram a viabilizar terminais de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL). Para João Guilherme Mattos, diretor-presidente da empresa, mudanças nas condições de acesso podem aumentar a insegurança jurídica e influenciar futuras decisões de investimento.

A empresa desenvolve o TRS (Terminal de Regaseificação de Suape), em Pernambuco. O projeto foi planejado como uma infraestrutura multiuso para atender termelétricas, indústrias e distribuidoras de gás.

Papel dos clientes-âncora

Mattos afirma que a análise sobre o compartilhamento dos terminais precisa considerar os compromissos assumidos pelos chamados clientes-âncora. Esses consumidores contribuem para dar sustentação à decisão de construir os empreendimentos, por meio de acordos firmados antes da operação.

“O acesso de terceiros a terminais é um assunto muito complexo”, disse o executivo. Na avaliação dele, colocar usuários que assumiram compromissos antecipados nas mesmas condições de empresas que chegam depois pode desequilibrar os acordos comerciais.

O diretor-presidente da Oncorp também defende que a ANP evite intervir diretamente nos contratos e crie um ambiente de diálogo entre os participantes do mercado. Empresas como a Eneva também questionam a atuação da agência e ameaçam recorrer à Justiça.

Regulamentação da ANP

A discussão ocorre após a publicação, em julho, da Resolução ANP nº 1.003/2026. A norma regulamentou o acesso negociado e não discriminatório de terceiros aos terminais de GNL, conforme previsto na Nova Lei do Gás, de 2021.

A resolução permite condições comerciais diferentes entre contratos, desde que sejam baseadas em critérios objetivos, transparentes e não discriminatórios. A ANP pode exigir renegociação se entender que os acordos descumprem esses princípios.

A agência afirma que a regulamentação segue a legislação e tem respaldo de pareceres da Procuradoria Federal junto à ANP. Também informa que a elaboração da norma contou com consulta e audiência públicas.

Grandes consumidores industriais apoiam a abertura dos terminais para ampliar a concorrência e diversificar fornecedores. Já os operadores dizem que parte da capacidade considerada ociosa precisa ficar disponível para acompanhar oscilações da demanda termelétrica.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5