PERNAMBUCO — O Terminal de Regaseificação de Suape (TRS) deverá entrar em operação no quarto trimestre de 2027, após a revisão do cronograma e a conversão da embarcação que será usada no empreendimento. A previsão inicial era começar as atividades em 2025.
A Oncorp estima que o projeto custará aproximadamente R$ 3 bilhões, considerando investimentos e despesas operacionais durante 15 anos. A projeção anterior era de R$ 2 bilhões, uma alta de cerca de 50%.
João Guilherme Mattos, diretor-presidente da empresa, atribuiu o aumento à maior procura por equipamentos e estruturas voltadas à segurança do abastecimento de energia em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia e aos conflitos no Oriente Médio.
Estrutura e demanda
A instabilidade internacional também aumentou o interesse por unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação, conhecidas como FSRU. Essas embarcações recebem gás natural liquefeito e transformam o combustível novamente em gás para abastecer os mercados consumidores.
O afretamento de uma FSRU custa entre US$ 90 mil e US$ 180 mil por dia em contratos de longo prazo. O valor final do projeto reúne capex e Opex ao longo de 15 anos.
O cronograma foi afetado pelos adiamentos do leilão de reserva de capacidade. A Oncorp aguardava o resultado para dimensionar a demanda por gás das usinas termelétricas. O certame, destinado a térmicas a gás natural, carvão e hidrelétricas, foi realizado em março de 2026.
“Ficamos em compasso de espera para a realização deste leilão para ter uma ideia da dimensão em que teríamos o terminal”, disse Mattos. Segundo ele, a quantidade de energia demandada e contratada poderia interferir na forma de constituição do terminal.
Apesar da relevância das termelétricas para o planejamento, o TRS terá perfil multiuso. A unidade será conectada à malha de transporte de gás e poderá atender outros consumidores, sem depender exclusivamente das usinas.
A proposta também prevê ampliar as alternativas de entrada de gás natural liquefeito no país, em um mercado que busca diversificar fornecedores e aumentar a concorrência.








