PERNAMBUCO — O Terminal de Regaseificação de Suape (TRS) deverá atender grandes indústrias, distribuidoras de gás e usinas termelétricas, com previsão de conclusão no quarto trimestre de 2027. A estrutura é desenvolvida pela Oncorp e poderá ampliar as alternativas de abastecimento em Pernambuco.
João Guilherme Mattos, diretor-presidente da empresa, afirmou que o terminal foi planejado para conectar diferentes perfis de consumidores à oferta de gás natural. Entre os potenciais clientes estão termelétricas vencedoras do leilão de reserva de capacidade.
A infraestrutura também deve se integrar à rede de transporte e permitir a entrada de gás diretamente no território pernambucano. Hoje, Pernambuco não tem produção própria do combustível e depende de gás vindo de outras localidades pela malha de gasodutos da TAG.
Mais opções de fornecimento
A expectativa é combinar o gás produzido no Brasil com o GNL (gás natural liquefeito) importado. A escolha entre as fontes dependerá dos preços praticados em cada período. Se o gás nacional produzido no pré-sal estiver mais caro, compradores poderão recorrer ao combustível importado pelo terminal.
Essa diversificação pode permitir que distribuidoras e grandes consumidores combinem contratos de origens diferentes e reduzam o preço médio de aquisição. De acordo com Mattos, o TRS pode provocar uma redução percentual de dois dígitos no preço do gás natural.
O executivo afirmou que a estrutura poderá beneficiar especialmente Pernambuco, além de contribuir para condições mais favoráveis de compra pela Copergás (Companhia Pernambucana de Gás) e por outros consumidores. O impacto sobre os preços estará ligado à competitividade entre o gás nacional e o importado.
“A gente sempre pensou no terminal de regaseificação de Suape como um meio para atingir as grandes indústrias e servir a distribuidora de gás, a Copergás”, disse Mattos. O projeto terá perfil multiuso, com atendimento ao mercado industrial, às termelétricas e a consumidores conectados à rede de transporte.








