BACABAL — A mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael vai se reunir nesta quarta-feira (9/9), em São Luís, com o Núcleo de Cooperação Internacional. O encontro será realizado na sede da Polícia Federal e deve tratar do apoio oferecido pela Interpol para localizar os irmãos, desaparecidos há oito meses em Bacabal (MA).
A reunião foi confirmada pela advogada Nathaly Moraes, que acompanha a família. Clarice Cardoso deverá alinhar com a equipe como as ferramentas da polícia internacional podem ser usadas nas buscas. “A Clarice está vindo para a capital amanhã e nós vamos nos encontrar na sede da Polícia Federal”, afirmou Nathaly.
A Interpol entrou em contato nesta terça-feira (8/9) e disponibilizou recursos para ajudar a encontrar as crianças. As ferramentas também podem ser usadas na repatriação dos irmãos caso eles sejam localizados em outro país.
Buscas não encontraram vestígios
Ágatha tem 6 anos, e Allan, 4. Os dois desapareceram em janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, depois de saírem para brincar. Eles teriam mudado o caminho pela mata para evitar serem vistos por um tio, que havia alertado sobre perigos, e acabaram se perdendo.
As equipes fizeram buscas por terra, pelo ar e na água. Nove equipes chegaram a atuar simultaneamente, com participação da Marinha do Brasil, mas nenhum vestígio foi localizado.
A polícia descartou que os irmãos estivessem perdidos na mata. Também não encontrou sinais de afogamento ou de ataque de animais. Com isso, a possibilidade de sequestro ganhou força, mas ainda não foi identificado nenhum sinal do paradeiro das crianças.
Também não há indícios de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças resgatadas no fim de agosto, na Flórida, nos Estados Unidos. Elas tinham entre 2 meses e 17 anos e foram retiradas de uma situação de tráfico humano durante a Operação Escudo Estadual.








