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Fenapef pede apuração transparente após afastamento do diretor-geral da PF
Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Brasil

Fenapef pede apuração transparente após afastamento do diretor-geral da PF

Entidade defende que a Polícia Federal permaneça acima de disputas políticas e que o caso seja analisado sem prejulgamentos.

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) pediu que a Polícia Federal permaneça acima de disputas políticas após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da corporação. A medida vale por 90 dias.

A entidade afirmou que as circunstâncias do caso devem ser apuradas com isenção, responsabilidade e transparência. Também disse acompanhar os acontecimentos com atenção e preocupação, mas ressaltou que não pretende antecipar julgamento sobre os fatos ou sobre as decisões adotadas.

Para a Fenapef, cabe às instâncias competentes conduzir as investigações, analisar os elementos levantados e definir eventuais responsabilidades. A federação defendeu ainda o respeito ao devido processo legal e afirmou que o caso não deve ser usado para comprometer a imagem ou a autonomia da Polícia Federal.

“É fundamental evitar qualquer tentativa de politização da Polícia Federal”, afirmou a entidade. A federação declarou atuar de forma independente e apartidária, com foco na defesa das prerrogativas da categoria, na valorização profissional, no fortalecimento institucional e no respeito ao Estado Democrático de Direito.

Decisão do STF

Na mesma decisão que afastou Andrei Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.

O ministro afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. O caso está relacionado às investigações envolvendo o Banco Master, nas quais o nome de Andrei Rodrigues apareceu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.

A Segunda Turma do STF analisou a decisão nesta terça-feira (8/9). Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, formando maioria para manter o afastamento do diretor-geral. Gilmar Mendes pediu vista do processo, interrompendo o julgamento, e Dias Toffoli declarou-se impedido de votar. Mesmo com a suspensão da análise, o afastamento continua em vigor.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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