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Delegados da PF contestam afastamento individual determinado por ministro do STF
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Política

Delegados da PF contestam afastamento individual determinado por ministro do STF

Associação afirma que decisão sobre Andrei Rodrigues deveria passar pelo plenário do Supremo, mas não defende a conduta do diretor-geral.

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) contestou o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifestação divulgada nesta terça-feira, 8, a entidade afirmou que acompanha o caso, mas não fez um desagravo à atuação do chefe da PF.

A associação defendeu que uma medida desse tipo só poderia ser tomada pelo plenário do STF, e não individualmente por um ministro. Para a ADPF, a análise colegiada preservaria a autoridade da Corte, garantiria o devido processo legal e reduziria o risco de nulidades capazes de afetar as investigações e a própria instituição.

A entidade também afirmou que não havia procedimentos abertos contra Andrei Rodrigues antes da decisão. Na avaliação da associação, essa situação enfraquece a fundamentação jurídica apresentada e antecipa a aplicação de sanções.

Crise institucional

A nota classificou o momento como de “crise institucional grave” e disse que a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que atingem a estabilidade interna. A manifestação ocorre depois de integrantes da cúpula da corporação colocarem os cargos à disposição em protesto.

Superintendentes avaliam assinar uma nota conjunta em apoio ao diretor-geral, mas ainda não existe consenso sobre a iniciativa. A possibilidade é discutida às vésperas da eleição.

A ADPF não afirmou que Andrei Rodrigues agiu corretamente. O posicionamento se concentrou na forma como o afastamento foi determinado e na defesa de que o caso fosse submetido ao colegiado do Supremo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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